Com grande atuação dos meias Élton e Dinélson, o Corinthians soube aproveitar a força de sua torcida, que lotou o Pacaembu na manhã desta terça-feira, para chegar ao sexto título da Copa São Paulo de juniores e se tornar o maior campeão da história da competição, com uma conquista a mais que o Fluminense, em 36 edições. A vítima da final foi o Nacional, que saiu na frente, mas perdeu por 3 a 1, de virada.
Embora tivesse o estádio lotado ao seu lado, o time alvinegro quase tomou um gol logo no começo, aos nove minutos. Souza escapou da marcação pela esquerda e cruzou rasteiro. O atacante Leandro furou, com o gol aberto.
Depois foi a vez da equipe corintiana desperdiçar grande chance. Abuda caiu na área aos 15 minutos e o juiz marcou pênalti. Bobô cobrou no canto sem força e o goleiro Rodrigo defendeu.
Novo lance de perigo contra o gol do Nacional só aconteceu aos 24 minutos, em chute de Wilson, de fora da área, que raspou o travessão.
O castigo pelo pênalti perdido chegou aos 31 minutos. Em rápida jogada pela direita, o Nacional abriu o placar. Caio recebeu lançamento e aproveitou cochilo da defesa para tocar na saída de Júlio César. A bola ainda tocou na trave antes de entrar.
Mas o Corinthians era superior e quase empatou aos 36 minutos. Élton cruzou da esquerda e Bobô cabeceou por cima, com perigo.
Porém o time de Adaílton Ladeira teve que partir para cima e deu espaços para o contra-ataque. Em um deles, Souza entrou livre pelo meio da defesa e só não fez o segundo porque pegou muito mal na bola.
O último lance que levantou a torcida corintiana na primeira etapa foi uma cabeçada de Bruno Otávio na rede, pelo lado de fora, após cobrança de escanteio, aos 44 minutos.
O Corinthians começou o segundo tempo em outro ritmo. A entrada do meia Dinélson no lugar do atacante Abuda ¿ Wilson foi adiantado ¿ deu velocidade e mais toque de bola à equipe. Em quatro minutos, Élton chutou três vezes com perigo. Na segunda, entrou livre pela esquerda, mas bateu em cima de Rodrigo.
E, desta forma, não tardou para o time alvinegro empatar a partida em jogada de velocidade, aos nove minutos. Élton puxou o ataque pela meia-esquerda e tocou para Bobô, que apenas deu um toque e deixou Dinélson na cara do gol. O meia, contratado do Guarani para jogar entre os profissionais em janeiro de 2004, tocou na saída do goleiro do Nacional.
Apesar de ter tentado melhorar seu ataque trocando Xororó por Thiago, o técnico Sérgio Tognasini viu sua equipe ser dominada pelo rival. Aos 15 minutos, Élton fez boa jogada individual pela esquerda e cruzou, mas Wilson não alcançou para cabecear.
Pouco depois, o Nacional saiu um pouco do campo de defesa, pois era encurralado desde o princípio da etapa final. Mas quem levava perigo era o Corinthians, que acertou o travessão rival com uma cabeçada de Bruno Otávio aos 20 minutos.
Melhor em campo, o Corinthians matou o jogo em três minutos. Aos 26 minutos, o pequeno Élton fez nova jogada de habilidade pela esquerda e cruzou na cabeça de Bobô, que se antecipou à defesa e virou a partida com seu sétimo gol na Copa São Paulo deste ano. Aos 29, novamente Élton levantou na área, Rodrigo saiu mal do gol e a bola voltou nos pés de Dinélson, que encobriu o goleiro do Nacional com um toque de habilidade e fez seu quarto gol na competição.
Bobô ainda perdeu um gol aos 35 minutos, após passe de Élton, que fez uma fila de zagueiros na entrada da área. O atacante se sentiu aliviado, pois havia desperdiçado um pênalti no primeiro tempo. "No começo foi difícil, perdi um pênalti, mas não abaixei a cabeça", disse Bobô, que adota cautela ao falar da briga por uma vaga na equipe profissional. "Vou procuar primeiro chegar devagar e me adaptar."
Corinthians 3 X 1 Nacional
Gols: Caio aos 32min do 1º tempo; Dinélson aos 9min e aos 29; Bobô aos 26min do 2º tempo
CORINTHIANS: Julio César; Renato, Fábio, Carlão e Fabiano; Bruno Octávio, Ronny, Élton e Wilson; Abuda (Dinélson) e Bobô. Técnico: Adaílton Ladeira.
NACIONAL:
Rodrigo; Ferrinho (Willian), Ricardo, Douglas e Nonô; Felipe Ribeiro, Éverton, Xororó (Thiago) e Souza; Caio e Leandro. Técnico Sérgio Tognasini.
- Redação Terra

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