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São Paulo
Terça, 19 de abril de 2005, 12h00  Atualizada às 12h42
Leão diz ter dívida para pagar com o São Paulo
 
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Em sua despedida do São Paulo, na manhã desta terça-feira, o treinador Emerson Leão disse que pretende voltar à equipe do Morumbi para pagar sua dívida com o clube. "Sou devedor do São Paulo, ainda tinha sete meses de contrato", disse.

Leão aceitou a oferta do Vissel Kobe, do Japão, e vai ganhar cerca de R$ 600 mil por mês para tentar acertar a equipe no Campeonato Japonês.

"O meu contrato é até 31 de dezembro, mas nem sei quando e como vou. Se o meu salário for a metade dos valores divulgados já será suficiente", comentou o ex-treinador do São Paulo.

Para a partida contra o Universidad de Chile, o São Paulo optou por colocar interinamente o auxiliar Milton Cruz. Entre os nomes cotados para assumir o time tricolor René Simões, Muricy Ramalho e Zetti.

Leão assumiu o São Paulo no segundo turno do Campeonato Brasileiro e classificou a equipe para a Copa Libertadores, além de ter conquistado o Campeonato Paulista neste ano.

"Conquistamos muita coisa em um curto espaço de tempo. Não troquei o São Paulo por outra equipe brasileira e tenho certeza que a diretoria saberá escolher um bom treinador", completou.

Criticado publicamente por Falcão, Leão declarou que o jogador "deveria se olhar no espelho" antes de fazer qualquer reclamação. O atleta decidiu retornar ao futsal após ter poucas oportunidades no campo.

"O presidente (Marcelo Portugal Gouvêa) me pediu para eu trabalhar com ele (Falcão) por três meses, como um teste. Procurei fazer aquilo que era melhor. Tenho 42 anos de futebol e ele apenas quatro meses. Peço apenas que ele possa se olhar no espelho com dignidade", disparou.

Leão comentou também sobre a reação dos atletas ao serem informados de sua saída do São Paulo.

"Na verdade, alguns ficaram sabendo antes de mim. Os jogadores usam muito computador e acabaram sabendo de informações que vinham do Japão, e um outro atleta que viu no consulado. Mas o primeiro a ser informado foi o presidente, porque ele é a palavra maior do clube", concluiu.
 

Redação Terra