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 Agência antidoping critica uso passivo da maconha
16 de maio de 2005 15h46

Comprovar o uso intencional de maconha será um grande problema nas disputas judiciais sobre doping, afirmou o chefe da agência britânica antidoping nesta segunda-feira.

Falando três dias depois que o velocista britânico Mark Lewis-Francis recebeu uma advertência, mas não uma suspensão, por ter um exame positivo para a droga, John Scott disse que a questão do uso intencional ou passivo seria "o paraíso dos advogados".

Lewis-Francis, que participou do revezamento 4x100 metros da Grã-Bretanha medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, escapou de uma suspensão de dois anos afirmando que inalou a droga passivamente, e não de forma intencional.

"Minha única explicação é que estive na presença de pessoas que estavam fumando maconha", disse o velocista, que teve cassada sua medalha de prata conquistada nos 60m do Campeonato Europeu Indoor, em Madri, em março, quando teve exame positivo.

Quando questionado sobre a controversa decisão, Scott disse: "Nosso entendimento é que não há nenhum dado científico. São tantas variáveis que não há como precisar. Mas é cientificamente provado que a inalação passiva pode resultar num exame positivo"

"Há muita discussão científicas quanto ao nível, porque existem muitas variáveis, tais como o tamanho do quarto, se tinha ou não ar condicionado, se a janela estava aberta ou não"

"São tantas variantes que isso pode se tornar o paraíso dos advogados para jogar com alguma delas."

Reuters
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