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Quinta, 26 de maio de 2005, 14h42  Atualizada às 14h50
Danica Patrick pode quebrar hegemonia na Indy 500
 
Alan Baldwin
 
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A Formula 1 tem sido um mundo masculino desde que a italiana Giovanna Amati fracassou na tentativa de colocar a Brabham no grid de largada em 1992. As chances das coisas permanecerem assim podem estar diminuindo se Danika Patrick se tornar a primeira mulher a vencer as 500 Milhas de Indianápolis no domingo.

A norte-americana de 23 anos de Roscoe, Illinoes, é inexperiente, mas seu carro da Rahal-Letterman, com motor Honda, venceu no ano passado e ela vai largar na quarta posição no grid deste ano. Esta é a melhor posição de largada já conseguida por uma mulher em Indianápolis.

Se ela vencer, seguindo os passos dos carismáticos pilotos da Fórmula 1, o canadense Jacques Villeneuve e o colombiano Juan Pablo Montoya, existe a possibilidade que Bernie Ecclestone fique interessado.

Desde que o filho do ex-campeão mundial Mario Andretti, Michael, deixou a McLaren em 1993 após uma tentativa frustrada além do Atlântico, o dirigente procura um norte-americano com apelo de estrela.

Uma mulher fotogênica, que passou os últimos anos competindo na Europa, poderá ser um grande chamariz para o esporte que ainda tenta conquista a América.

Patrick, que pode seguir o exemplo de Villeneuve que venceu as 500 Milhas de Indianápolis em 1995 antes de ser campeão de Fórmula 1 em 1997 com a Williams, enviou um comunicado de cautela sobre suas possibilidades.

"Se ela puder chegar à Fórmula 1 seria a melhor coisa que poderia acontecer para a mídia", disse Villeneuve.

"Mas pilotarem um oval e em um circuito de Fórmula 1 não é a mesma coisa. Fórmula 1 é mais físico. Isto não quer dizer que ela não pode se dar bem."

Danika Patrick começou a correr de kart aos dez anos, mudou-se para a Inglaterra aos 16 e estreou na Fórmula Vauxhall em 1998.

Em 2000, ela ficou em segundo lugar no festival de Fórmula Ford, atrás do britânico Anthony Davidson, que atualmente é piloto de testes da BAR.

Quando voltou para casa, foi contratada por Bobby Rahal.
 

Reuters

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