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Depois de eliminar equipes da Série A, como Botafogo, Juventude, Internacional, Figueirense e Cruzeiro, a equipe da cidade de Jundiaí não se intimidou diante dos cariocas e ratificou a condição de melhor time da competição.
Pelo segundo ano consecutivo, um time do interior paulista surpreende um carioca na decisão. Em 2004, o Santo André calou o Maracanã ao vencer o Flamengo por 2 a 0.
O Paulista é o primeiro time brasileiro classificado para a Copa Libertadores de 2006.
No jogo de ida, a equipe de Jundiaí havia vencido por 2 a 0 e poderia até perder por um gol de diferença no Rio de Janeiro.
Mesmo sabendo que um gol sofrido tornaria dramática sua situação, o Fluminense partiu para cima desde o início do jogo. O Paulista foi a campo com uma escalação mais defensiva do que a habitual, somente com Márcio Mossoró jogando no ataque.
O time carioca, porém, esbarrou desde o começo no próprio nervosismo, além da boa marcação do time paulista. Grande trunfo do Fluminense durante a temporada, as jogadas pelas laterais não eram exploradas com intensidade. As melhores chances eram em chutes de longa distância.
Os atacantes tricolores, principalmente Tuta, fizeram partida muito ruim. Invariavelmente, na primeira etapa, ficavam em impedimento. A insistência nas jogadas pelo meio e nos lançamentos longos facilitava o trabalho dos zagueiros paulistas.
Aos 25min, Diego criou a melhor jogada da primeira metade do jogo. Recebeu, avançou pela direita e, da entrada da área, bateu cruzado. Tuta passou atrasado de carrinho. No minuto seguinte, uma defesa do goleiro Rafael em cabeçada de Antônio Carlos adiou a abertura do placar.
Do outro lado, o Paulista não construiu praticamente nenhuma boa jogada no primeiro tempo. Apenas um contra-ataque mal concluído por Márcio Mossoró, aos 28min. Satisfeito com o 0 a 0, o time de Jundiaí marcava duro no seu campo e poucos jogadores se aventuravam à frente.
O Fluminense voltou um pouco melhor no segundo tempo. Aos 5min, Tuta teve grande chance quando uma bola espirrada ficou à sua frente, já dentro da área. O chute, porém, saiu torto. Um minuto depois, em cruzamento de Leandro da direita, o lateral Juan pegou de primeira e a bola passou muito perto do travesão.
Os dois bons momentos acenderam a torcida, que, desde o primeiro tempo, estava apreensiva. O Fluminense continuou melhor no jogo, mas desperdiçava as oportunidades que, a muito custo, conseguia criar.
Aos 14min, por exemplo, Juan invadiu a área, bateu cruzado rasteiro, mas Tuta passou novamente em branco no carrinho. Cinco minutos mais tarde, a melhor chance até então: Schneider cruzou, Tuta tocou de cabeça e Léo Guerra, sozinho na marca do pênalti, cabeceou para fora.
Com o passar do tempo, o desespero foi tomando conta dos tricolores. Sem conseguir trocar passes, o time passou a alçar bolas na área, sem grande sucesso. Ainda houve tempo, porém, para Leandro perder o gol mais feito do jogo. Aos 32min, livre de marcação, ele recebeu, dominou no peito, e, da linha da pequena área, chutou por cima do gol, na saída do goleiro.
A torcida apoiou o time até os minutos finais, mas, dentro de campo, o time não tinha mais forças. Nos últimos minutos, Preto Casagrande e Fabiano Eller, contundidos, continuaram no gramado apenas fazendo figuração, pois o time já tinha feito as três substituições.
| Ficha Técnica | ||||
| Fluminense | 0 | x | 0 | Paulista |
| Equipes | ||||
Kléber |
Rafael |
| Cartões Amarelos |
| Leandro | Lucas Márcio Mossoró |
| Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) | ||||
| Árbitro: Leonardo Gaciba (RS) | ||||
| Público e renda: 25.000 pagantes e R$ 216.000,00 |
Com Lancepress.
- Redação Terra

Foto: EFE 



Foto: Reuters 



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