atualizado às 12h35

Presidente do Internacional não crê na contratação de Ganso

Luigi: o fato do empresário Delcir Sonda ser torcedor do Inter foi decisivo para que ocorresse a especulação Foto: Cristiano Silva / Cristiano Leonardo S. da Silva Jornalismo - Especial para o Terra
Luigi: o fato do empresário Delcir Sonda ser torcedor do Inter foi decisivo para que ocorresse a especulação
Foto: Cristiano Silva / Cristiano Leonardo S. da Silva Jornalismo - Especial para o Terra
 

A possibilidade de o Santos vender os 45% dos direitos econômicos que possui de Ganso para o Grupo Sonda, o que poderia fazer com que o apoiador atuasse pelo Internacional, não é vista como real no clube gaúcho, segundo o presidente Giovanni Luigi.

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Para o mandatário, que garante estar ciente do "contexto das informações", o fato de o empresário Delcir Sonda ser torcedor do Internacional foi decisivo para que Ganso tivesse o seu nome especulado em Porto Alegre. O Santos garante que ele não tem mais o interesse em seguir no clube, apesar de o jogador ter tido o contrário.

"No meu entender é uma possibilidade bastante remota. Eu não acredito nessa negociação. O Sonda é um colorado fanático que foi morar em São Paulo há 30 anos e que se entusiasma com as questões do Inter e acabou falando nessa possibilidade em um entrevista. Eu, que tenho o contexto todo das informações, vejo como muito difícil a chance de o Ganso vir para o Internacional", disse o mandatário do Inter em entrevista à Rádio Gaúcha.

Ainda de acordo com Luigi, caso o colorado Delcir Sonda usasse o Internacional como ponte para uma futura transferência do apoiador, o clube teria dois "ganhos" com a chegada de Ganso: um esportivo e um financeiro, uma vez que o Inter teria direito a um determinado percentual em uma futura negociação do jogador.

"Faz uma semana que eu não falo com o Delcir Sonda. Hoje, a informação é que o jogador (Ganso) está insatisfeito e o Sonda estava pensando, caso o Santos aceitasse vender a sua parte, ou de fazer um negócio para o exterior, o que é uma possibilidade remota neste momento, ou colocá-lo no Inter por um tempo para ele ter uma vitrine e lá no futuro ser negociado. Ele (Ganso) daria um ganho esportivo e, lá na frente, um ganho financeiro para o Internacional", destacou Luigi, antes de deixar claro: o clube teria de arcar apenas com os salários do jogador.

"Ficaria sem custos (para o Inter) dentro dessa ideia", concluiu.

De camisa 10 ideal a meia contestado

Ganso, revelado nas categorias de base do Santos, começou no clube em 2008, junto a Neymar, a maior estrela do time na atualidade.

Desde que chegou ao time profissional, a carreira de Ganso se revezou em sobes e desces. Nos primeiros anos, o jogador conquistou críticos e torcedores não apenas por ser uma das maiores promessas do futebol do Brasil, mas por ter surgido como protótipo do camisa 10 criativo e pensador, em falta nos últimos anos.

A trajetória de Ganso - que parecia traçar uma ascensão meteórica rumo ao estrelato nos principais gramados do mundo - teve, porém, um baque grande em 2010. No meio daquela temporada, o jogador sofreu grave lesão no ligamento cruzado de seu joelho.

A lesão deixou Ganso fora dos gramados por seis meses e comprometeu a sequência da carreira no Santos do jogador, que não conseguiu manter o nível de seu futebol e perdeu prestígio com a torcida.

A volta ao clube veio durante a Copa Libertadores de 2011, mas nem a conquista do título continental fez com que o meia retornasse a seus melhores dias no Santos.

À sombra de Neymar, que se consolidava como grande ídolo e craque do Brasil, Ganso perdeu espaço na mídia e também na Seleção Brasileira. De camisa 10 incontestável, o jogador passou a opção para o meio-campo.

No time olímpico de Mano Menezes, que disputa tentará a medalha de ouro inédita na Olimpíada de Londres, o meia Oscar, do Internacional, vestirá a camisa 10 da equipe, a qual, há poucos anos, era reservada para o jogador santista.

Lancepress!