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Italianos chamam Suárez de "vampiro", e Balotteli de "Godot"

24 jun 2014
15h47
atualizado às 15h59
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Foi com muito pesar e algumas críticas que a imprensa italiana tratou a derrota por 1 a 0 de sua seleção para o Uruguai nesta terça-feira, em Natal (RN), resultado que a eliminou na primeira fase da Copa do Mundo. O time não jogou bem, mas contou com expulsão de Marchisio, que foi considerada “exagerada”, além de atuação apagada de Balotelli e da polêmica mordida do uruguaio Luis Suárez em Chiellini.

<p>Chiellini foi mordido por Suárez em lance na grande área</p>
Chiellini foi mordido por Suárez em lance na grande área
Foto: AFP

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“Suárez usou sua versão vampiro”, provocou o jornal Gazzetta dello Sport, ao citar o lance em que, fora da disputa de bola, o atacante uruguaio cravou os dentes no ombro do defensor italiano. Os dois caíram na área, e o árbitro acabou por não aplicar punições. “Lembram do caso com Ivanovic?”, indagou a publicação, lembrando que Suárez mordeu o adversário em partida do Campeonato Inglês e acabou suspenso por 10 jogos.

Balotelli conversa com técnico italiano, Cesare Prandelli
Balotelli conversa com técnico italiano, Cesare Prandelli
Foto: Reuters

O jornal Corriere dello Sport também fez comparação inusitada: classificou o atacante Mario Balotelli como o “Godot Azurri”. “Balotelli foi o ponto nevrálgico do time: se move pouco, e quando o faz age sem segurar a bola, favorecendo a recuperação do adversário”, criticou, ao citar “o medo de mais uma vez ter que esperar pelo nosso Godot azurri, empenhado em lidar com seu nervosismo em vez de incomodar os rivais”.

A referência é a peça teatral “Esperando Godot”, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, em que as personagens passam todo o tempo esperando pela pessoa identificada apenas por Godot. Não se sabe quem é ou o que faz, e a jornada é em vão porque a tal pessoa nunca aparece. Balotelli, em Natal, foi assim: apagado, só o que fez foi levar o cartão amarelo que o deixaria fora das oitavas de final, e ainda acabou substituído no segundo tempo.

O ponto em comum na crítica italiana é a expulsão de Marchisio, que acertou Arévalo Rios em dividida no segundo tempo. O Correire dello Sport e a Gazzetta dello Sport afirmaram que houve exagero por parte do árbitro. “Foi o episódio que quebrou a partida. Ele veio inesperadao, do nada”, escreveu a Gazzetta. O jornal Reppublica também reclamou: “foi uma decisão discutível”.

Fonte: Terra
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