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Brasil deixa Vancouver já pensando nos Jogos de 2014

28 fev 2010
16h30
atualizado às 20h21

Apesar de pouco expressiva em termos de resultados, a participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver enche o país de esperança para a edição de 2014, na cidade russa de Sochi.

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Neste domingo, Jaqueline Mourão será a porta-bandeira brasileira na cerimônia de encerramento do evento, às 22h30 (de Brasília), acompanhada de Jhonatan Longhi e Maya Harrisson. Leandro Ribela e Isabel Clark, que também disputaram os Jogos, já deixaram o Canadá.

Segundo Stefano Arnhold, presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), o Brasil progrediu muito em relação a Turim, palco do evento em 2006, e está criando condições para chegar "ainda melhor" a Sochi.

Nas provas de esqui cross country em Vancouver, Jaqueline Mourão chegou na 67ª colocação da prova de 10 km estilo livre e repetiu o desempenho de quatro anos atrás. Já Leandro Ribela estreou com um 90º lugar nos 15 km.

"Foi um excelente progresso do esqui cross country brasileiro em Vancouver. Quando participamos pela primeira vez, em Salt Lake 2002, nossos dois atletas chegaram em último. Em Vancouver, na prova feminina, já deixamos 11 nações para trás, a maioria de países com neve", explicou Stefano Arnhold.

No esqui alpino, dois estreantes: Jhonatan Longhi, 22 anos, lutou contra uma contusão no ombro esquerdo e foi o 56º no slalom gigante, mas não completou o slalom.

Já Maya Harrisson, 17 anos, tornou-se a primeira atleta brasileira a completar uma prova feminina de slalom em Jogos Olímpicos, terminando na 48ª posição entre 87 competidoras. Ela também não chegou ao fim do slalom gigante.

"Eles são extremamente jovens e estão sendo trabalhados para os Jogos de Sochi. Porém, já abriram espaço para o esqui brasileiro no cenário olímpico", apontou o presidente da CBDN.

Ainda segundo o dirigente, esta foi a primeira vez que o Brasil se classificou para a prova de slalom nos Jogos Olímpicos, a mais técnica do programa. Antes o país só participou na edição de 1992, na cidade francesa de Albertville, quando não havia a classificação através de um índice olímpico.

Completou a participação brasileira Isabel Clark, ainda responsável pelo melhor resultado do país em Jogos Olímpicos de Inverno - a 9ª colocação no snowboard cross em Turim.

Mas ela não conseguiu repetir o desempenho no circuito deste ano, na montanha de Cypress, e sequer conseguiu classificação à segunda fase, terminando em 19º lugar. Para piorar, ela ainda machucou o joelho direito devido ao desgaste provocado pelo impacto e ficará mais de um mês afastada.

Para 2014, a intenção é aumentar a base de atletas brasileiros, contratar mais treinadores estrangeiros, ampliar o projeto baseado em ciências do esporte e até mesmo implementar um centro de treinamento para esqui cross country e biatlo no interior de São Paulo.

"Não há segredo no esporte. Temos que lançar mão de tudo o que for possível para a evolução das nossas modalidades, tanto na área técnica como na de ciências, nutrição, apoio psicológico, entre outras. O objetivo é fazer com que nossos atletas cheguem a Sochi em um grau de desenvolvimento superior do que vimos em Vancouver", explicou Arnhold.

Mesmo sem neve, o Brasil é o atual líder dos rankings sul-americanos de snowboard e de esqui cross country no feminino em todas as disciplinas, e de diversas no masculino.

"Além disso, a Maya Harrisson é vice-líder do ranking sul-americano no slalom gigante. Isso mostra que estamos trabalhando na direção correta", completou o presidente da CBDN, esperançoso para daqui a quatro anos.

EFE   

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