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Brasil fecha Vancouver com decepção no snowboard e resultados discretos

1 mar 2010
01h47
atualizado às 06h45
Anderson Giorge
Direto de Vancouver

O Brasil chegou aos Jogos Olímpicos de Inverno sem pretensões de medalhas ou de resultados surpreendentes. Havia apenas a expectativa que Isabel Clark pudesse repetir a performance de Turim 2006.

Na Olimpíada italiana, a snowboarder ficou na nona posição e conseguiu o melhor resultado de um brasileiro na competição disputada sobre a neve e o gelo.

Pelo resultado, Isabel foi homenageada e carregou a bandeira brasileira na cerimônia de abertura, em Vancouver. Para a competição, a atleta decidiu até fugir um pouco dos holofotes e concedeu poucas entrevistas para manter a concentração.

No entanto, Isabel caiu na sua primeira tentativa nas eliminatórias do boardercross, marcadas por péssimas condições climáticas. Na segunda, ela ainda podia avançar entre as 16 primeiras caso fizesse um tempo razoável, mas caiu de novo e deu adeus aos Jogos.

Depois da eliminação, Isabel não conteve as lágrimas ao se encontrar com os familiares. "Acho que eles exageraram no nível de dificuldade da pista. O espetáculo poderia ter sido mais bonito e competitivo", diz a atleta, 33 anos, que evita fazer previsão sobre retorno em Sochi 2014.

Desta vez, além de Isabel, a equipe brasileira contou com mais quatro representantes - dois no esqui alpino e dois no esqui cross country -, mas não garantiu vaga em nenhum esporte no gelo, apenas nos realizados na neve.

No cross country, Jaqueline Mourão e Leandro Ribela foram os participantes. Em sua segunda Olimpíada de Inverno, além de mais duas de Verão no mountain bike, Jaqueline repetiu a 67ª posição nos 10 km, mas melhorou em 5min o tempo final.

Por sua vez, nos 15 km, Leandro teve uma performance mais discreta e foi o 90º em uma prova disputada por 96 atletas.

A aposta futura da CBDN (Confederação Brasileira de Desportes na Neve) estava em duas promessas, ambas adotadas ainda na infância, criadas na Europa e com dificuldades para se expressar em português.

Jhonatan Longhi, 22 anos, e Maya Harrisson, 17 anos, participaram das provas do slalom e slalom gigantes ao lado de estrelas como Julia Mancuso, Maria Riesch, Lindysey Vonn, Bode Miller, entre outros.

No entanto, Longhi e Maya sofreram na primeira participação olímpica. Maya teve como melhor resultado o 48º lugar no slalom. Já Longhi foi o 56º no resultado final do slalom gigante.

"Vou fazer muitos cursos. Garanto que vou falar português muito bem na próxima Olimpíada. Tenho muita vontade de aprender a língua e me sinto orgulhosa por representar meu país de origem", disse Maya, que se expressou em inglês e francês com a imprensa brasileira.

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Terra

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