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Bellucci aposta em Federer, mas espera "zebra" na Olimpíada

24 jul 2012
14h17
atualizado às 14h34
Marina Novaes
Direto de Londres

Animado após vencer o ATP 250 de Gstaad, o tenista brasileiro Thomaz Bellucci disse, nesta terça-feira, estar confiante em sua adaptação ao piso de grama das quadras de Wimbledon, em Londres, onde disputará uma medalha olímpica.

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Em entrevista na Vila Olímpica, o atleta afirmou que esse tipo de quadra favorece os tenistas que têm saque forte, o que considera uma qualidade sua e, apesar de ter destacado o favoritismo do suíço Roger Federer, número 1 do mundo, afirmou que irá "correr por fora" para tentar avançar na competição.

"O Federer é favorito como sempre, agora é o número 1 do mundo, acabou de ganhar Wimbledon, já ganhou muitos torneios na grama, então acho que todo mundo vai correr por fora. É inegável o favoritismo dele aqui", disse.

Acostumado a jogar nas quadras de saibro, Bellucci disse não se preocupar com a adaptação, já que os demais competidores também terão o mesmo tempo que ele para treinar no piso, antes do início da competição. Para o atleta, uma vantagem das quadras com piso de grama é propiciar mais "zebras", o que pode beneficiá-lo.

"Está muito parelho aqui nessa Olimpíada. É um torneio que é um pouco incógnita. Acho que na grama pode ter muita zebra, e acho que é muito de momento. Às vezes, um jogador está um pouquinho melhor ali e acaba ganhando de um adversário que aparentemente era mais forte", disse.

A recente vitória no torneio da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) também levantou a confiança do tenista brasileiro, que disse estar ainda mais motivado por ter a oportunidade de representar o Brasil. Apesar de destacar a dificuldade dos confrontos que terá pela frente, Bellucci acredita que tem boas chances de avançar, tanto na competição individual, quando nos jogos de dupla, que jogará com o parceiro André Sá.

"Eu estou chegando com mais confiança. Nos primeiros torneios do ano eu não joguei tão bem, mas nos últimos jogos eu consegui encontrar meu melhor tênis, e com certeza chego com mais confiança", afirmou. "E tem uma motivação a mais por ser uma Olimpíada, de ter a oportunidade de defender o país. É uma competição que acontece só a quatro anos, então é uma sensação diferente e tem que saber aproveitar tudo disso".

Apesar de não jogarem com frequência juntos, Bellucci disse que ele e Sá têm bom entrosamento, e que já conversaram sobre o papel de cada um nos jogos. "Nós já demos uma conversada sobre os jogos, eu vou jogar na esquerda e ele na direita. Eu e o André a gente se conhece muito bem, a gente já jogou Copa Davis juntos, então acho que não vai ter segredo, dentro de quadra a gente vai tentar fazer o melhor possível e durante a semana a gente vai treinar também algumas jogadas para chegar bem preparado", disse.

Graças à conquista em Gstaad, o tenista brasileiro subiu do 60º para o 40º lugar no ranking da ATP. Ele, que viajou ontem da Suíça a Londres, trouxe na mala uma réplica do troféu conquistado. Bem humorado, deu risada quando os jornalistas brincaram que deixaria a Olimpíada ao menos com um troféu. "Pelo menos isso, né?", respondeu, descontraído.

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Após título em Gstaad, Thomaz Bellucci assumiu a 40ª posição do ranking mundial
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Foto: Marina Novaes / Terra
Fonte: Terra
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