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Brasil bate recorde de medalhas, mas se despede com derrotas doloridas

12 ago 2012
16h50
atualizado às 20h47

O Brasil encerrou neste domingo a participação nos Jogos Olímpicos de Londres com um recorde histórico. As 17 medalhas conquistadas pelos atletas da delegação são eternizadas para representar o que foi a melhor campanha do País em uma Olimpíada na história, se computada apenas a soma geral das condecorações obtidas. Pois, mesmo com a nova marca, os brasileiros também deixam o Reino Unido com derrotas dolorosas na bagagem, que evitaram que o recorde de ouros nacional também fosse batido.

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Com o bronze de Yane Marques no pentatlo - um feito inédito ao esporte brasileiro - obtido na manhã deste domingo, o Brasil computou 17 medalhas em Londres. Foram, ao todo, outros oito terceiros lugares no pódio, mais cinco condecorações de prata e três de ouro, que no fim deixaram a sensação de que poderia ter sido ultrapassada a marca de cinco títulos da Olimpíada de Atenas, em 2004.

Com o fim dos Jogos de Londres, a edição mais "dourada" da delegação brasileira continua sendo a de 2004. Em território grego, o País conquistou cinco ouros: Rodrigo Pessoa (hipismo: saltos individual); Ricardo e Emanuel (vôlei de praia); Seleção masculina de vôlei; Robert Scheidt (vela: classe Laser) e Torben Grael e Marcelo Ferreira (vela: classe Star).

Na atual edição olímpica, o País faturou três ouros: com Arthur Zanetti, nas argolas da ginástica, com Sarah Menezes, no judô, ainda no primeiro dia de disputa, e também com o espetacular time de vôlei feminino, que espantou o mundo ao virar contra os Estados Unidos na decisão, dar show e se sagrar bicampeão, depois de vitória histórica contra a Rússia nas quartas de final salvando seis match points.

Com 17 pódios assegurados na Olimpíada de Londres 2012, o Brasil alcançou a meta do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que esperava conquistar ao menos 15 medalhas, independentemente da cor e repetindo as campanhas de Pequim 2008 e Atlanta 1996.

A principal surpresa foi o boxe, que não subia ao pódio desde o bronze de Servílio de Jesus em 1968 e ganhou desta vez dois bronzes (Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo) e uma prata (Esquiva Falcão).

Derrotas dolorosas evitaram mais ouros

O Brasil viajou a Londres com algumas medalhas de ouro consideradas certas pelo público. Como no vôlei de praia, com Alison e Emanuel e Juliana e Larissa. Mas a primeira dupla sucumbiu na decisão e acabou com a prata, enquanto as meninas foram apenas bronze depois de derrota precoce na semi. Ambos eram favoritos por possuírem os rótulos de atuais campeões mundiais.

Já no vôlei masculino a situação foi parecida. A equipe de Bernardinho, nove vezes campeã da Liga Mundial e duas vezes finalista seguida da Olimpíada, foi a Londres em baixa após campanha fraca neste ano, mas com o rótulo de favorita devido ao passado. E só decepcionou na decisão, quando teve um "apagão" memorável e perdeu uma partida que vencia por 2 sets a 0, e com 20/17 no terceiro quadro contra a Rússia.

A situação foi parecida no futebol. O milionário time comandado por Neymar, Lucas, Pato, Hulk, Oscar, Damião, Paulo Henrique Ganso e companhia até foi bem nas primeiras cinco partidas, quando marcou 15 gols e foi à final com 100% de aproveitamento. Mas ainda não foi dessa vez que o Brasil faturou o sonhado ouro no esporte, uma vez que a equipe vacilou contra o México na última partida, perdeu por 2 a 1 e ficou com a prata, pouco para uma Seleção tão badalada.

Para completar, o fracasso de Cesar Cielo nas provas dos 50 m e 100 m livre foram um dos principais pontos negativos do Brasil na Olimpíada. Recordista mundial e ouro em Pequim na primeira disputa, ele ficou com decepcionante terceiro lugar no pódio, enquanto sequer ficou entre os três primeiros na segunda prova, em que havia sido bronze há quatro anos.

Além dele, Leandro Guilheiro e Mayra Aguiar eram favoritos ao ouro no judô, mas fracassaram. Enquanto o brasileiro não foi capaz de subir ao pódio, a atleta do País arrebatou um modesto bronze. Já na vela, outro esporte em que o Brasil é tradicional nos Jogos, Robert Scheidt e Bruno Prada foram medalhistas de bronze, sem repetir os sucessos recentes.

Derrota na final do vôlei foi um dos reveses dolorosos dos Jogos de Londres
Derrota na final do vôlei foi um dos reveses dolorosos dos Jogos de Londres
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Fonte: Terra

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