3 eventos ao vivo

Brasil luta por primeira participação do bicicross em Olimpíada

24 mai 2012
18h28
atualizado em 25/5/2012 às 09h54
MELISSA BECKER
Direto de Birmingham

Um dos poucos esportes radicais a fazer parte dos Jogos Olímpicos, o bicicross ganhou força no Brasil nos últimos anos. Agora, a Seleção Brasileira começa a última manobra para garantir a estreia do país na modalidade em Londres 2012.

» Brigas e dramas: relembre grandes momentos olímpicos
» Saiba como estão os ídolos da Seleção de prata de 1988

A equipe brasileira, da qual sete atletas disputam vaga olímpica, participa do Campeonato Mundial de Bicicross, que começou nesta quinta, em Birmingham, na região central da Inglaterra. A competição será a última prova internacional antes do fechamento do ranking pré-olímpico. A lista dos classificados sai na próxima segunda-feira, dia 28 de maio - um dia depois do encerramento do mundial.

A modalidade se tornou olímpica antes dos jogos de 2008, em Pequim, mas o Brasil não classificou representantes naquele ano. Mesmo assim, os brasileiros sentiram a diferença graças à mudança de status - mais patrocínio, maior profissionalização, mais público. Se mais esportes radicais fossem incluídos, os jogos teriam mais emoção e aventura, apostam os atletas da Seleção.

"O bicicross foi um espetáculo em 2008. Por ter sido a primeira vez, chegou a um auge de transmissão, milhões e milhões de pessoas assistiram pelo mundo. Foi uma das audiências mais altas dos jogos. Isso tende a crescer mais", comentou o ciclista Renato Rezende ao Terra antes do treino em Birmingham.

O ciclista Hugo Osteti gostaria de ver uma mistura maior de tradicionais com radicais - ao invés de deixá-los apenas separados no X-Games. "Na Olimpíada, acho que seria bem mais emocionante de assistir do que futebol", brinca Osteti, que gostaria de ver skate ou motocross durante os Jogos.

Melhor brasileiro classificado no ranking mundial (em 15º lugar), Rezende acha que seria difícil a inclusão de variações do BMX, como também é conhecido o bicicross, em uma futura Olimpíada. Isso porque elas competem em beleza de manobras, ao invés de velocidade.

"Acho difícil porque o BMX é o único com competição, que um tem que ganhar do outro. Esse é o espirito da Olimpíada. Mas seria um espetáculo", pondera. Além do bicicross, mountain bike também é esporte olímpico, e o Brasil tem o ciclista Rubens Donizete como representante da modalidade em Londres.

Perto da classificação

A quinta-feira foi de treino em Birmingham, momento de conhecer a pista montada no National Indoor Arena (NIA). Depois da Copa do Mundo de Papendal, na Holanda - onde a competição foi outdoor -, os atletas seguiram para Manchester, onde passaram uma semana de adaptação no centro de treinamento British Cycling Center.

Para a Olimpíada, se classificam os 11 melhores países no masculino e sete no feminino, conforme o ranking mundial (atualmente, o Brasil ocupa o 13º lugar no masculino e 9º no feminino). Além disso, haverá mais sete vagas no masculino e mais quatro no feminino de acordo com o resultado do mundial.

"No masculino, a gente tem chance de conseguir a vaga por país, estamos muito próximos. No feminino, não temos mais chances dessa forma. Mas se qualquer uma das nossas meninas entrar para uma semifinal, já está dentro das Olimpíadas", explica Guilherme Pussieldi, técnico da Seleção Brasileira de bicicross.

Londres 2012 no Terra

O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

Renato Rezende (à esq.) e Hugo Osteti representam o Brasil em Birmingham
Renato Rezende (à esq.) e Hugo Osteti representam o Brasil em Birmingham
Foto: Melissa Becker / Especial para Terra
Fonte: Especial para Terra
publicidade