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Governo convoca 3,5 mil soldados para cobrir "buraco" em segurança

12 jul 2012
08h29
atualizado em 13/7/2012 às 11h49
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A quase duas semanas do começo das Olimpíadas de Londres, o governo britânico convocou em caráter emergencial 3,5 mil soldados para fazer a segurança do evento, despertando críticas de que o país não soube se preparar para sediar os Jogos.

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O ministério da Defesa anunciou nesta quinta-feira que o número adicional de soldados foi convocado em meio a temores de que a empresa privada de segurança G4S não conseguirá cumprir o contrato com os organizadores dos Jogos.

Poucos minutos após o anúncio, a ministra do Interior, Theresa May, disse que irá ainda nesta quinta-feira ao Parlamento para prestar explicações sobre o problema.

A G4S venceu uma concorrência de 300 milhões de libras (cerca de R$ 950 milhões) na qual se comprometeu a fornecer 10 mil seguranças para os Jogos Olímpicos. No entanto, a empresa não está conseguindo treinar todos os novos contratados a tempo.

O governo britânico disse, em nota oficial, que ofereceu "ajuda à G4S para revisar o nível de apoio militar", mas prometeu que não vai estourar o orçamento de 553 milhões de libras (R$ 1,7 bilhões) previsto para a segurança de estádios e arenas olímpicas.

Além dos 10 mil seguranças prometidos pela G4S - que fazem a segurança nos locais de competição - e dos 3,5 militares anunciados nesta quinta-feira, outros 13,7 mil soldados já estavam escalados para trabalhar as Olimpíadas.

Críticas

O anúncio desta quinta-feira provocou fortes críticas na Grã-Bretanha. A parlamentar de oposição Tessa Jowell, que esteve envolvida na organização dos Jogos no governo anterior, do ex-premiê Gordon Brown, disse que houve "claramente um problema muito grave".

"Nós precisamos entender por que o problema apareceu tão na véspera e precisamente o que foi acordado entre as partes ", disse Jowell. "Também precisamos entender se isso afeta compromissos do Exército em outros lugares, quais unidades vão fornecer gente e quais são os termos e condições àqueles que perderem suas férias", completou.

O ex-comandante do Exército britânico Richard Kemp disse que o anúncio desta quinta-feira é "bizarro". "Nós já estávamos a par das Olimpíadas há sete anos. Se nós não conseguimos nos planejar melhor do que isso, então existe algo de errado", disse Kemp à BBC.

Kemp acredita que muitos dos soldados recém-convocados para a segurança dos Jogos acabaram de voltar do Afeganistão, ou estavam a caminho do país. Os que estavam voltando teriam direito a férias, mas agora terão que trabalhar.

Outro político da oposição, o trabalhista Keith Vaz, disse que está "profundamente preocupado" com o fato de a G4S não conseguir cumprir o contrato, e que o governo deixou para anunciar planos de emergência para "a última hora".

Contingência

O governo britânico se defendeu das críticas dizendo que o anúncio é apenas um plano de contingência, e que não comprometerá os planos de segurança das Olimpíadas.

A G4S, uma das maiores empresas de segurança do mundo, divulgou uma nota na qual afirmou que possui 4 mil funcionários trabalhando em cem pontos diferentes, e que outros 9 mil estão sendo treinados. No entanto, muitos treinamentos estão atrasados, e a G4S talvez não consiga terminar tudo em tempo para os Jogos.

"Nós encontramos alguns atrasos nos estágios finais de alguns processos, mas estamos trabalhando muito para processar tudo o mais rápido possível", afirma a nota.

"Nós compreendemos a decisão do governo de acrescentar recursos, e trabalharemos com o Locog o comitê organizador de Londres 2012 , o Exército e outras agências para garantir a segurança dos Jogos".

As críticas aos planos de segurança para os Jogos de Londres 2012 somam-se aos problemas enfrentados na imigração do aeroporto de Heathrow - a principal porta de entrada da Grã-Bretanha para atletas, dirigentes e torcedores.

Nesta semana, o inspetor encarregado de monitorar as fronteiras, John Vines, disse que muitos dos oficiais de imigração em Heathrow tiveram pouquíssimo treinamento. Segundo ele, os problemas estariam permitindo que algumas pessoas entrassem na Grã-Bretanha com documentos falsos que não estão sendo devidamente checados.

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O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, de 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura conta com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

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Foto: Terra

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