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Irlandês que perdeu ouro de 2004 elogia Baloubet e quer novo título

6 ago 2012
07h18

Ao entrar na arena armada no Greenwich Park para estrear nos Jogos de Londres, Rodrigo Pessoa foi apresentado pelo locutor oficial como "um cavaleiro que sabe o que é ser campeão olímpico". Minutos depois, o irlandês Cian O'Connor, anunciado com menos pompa pelos alto-falantes, voltou ao torneio disposto a recuperar o ouro olímpico conquistado em Atenas 2004 e perdido para o brasileiro pelo doping de sua montaria.

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Foto: Marcelo Pereira / Terra

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"É realmente especial retornar aos Jogos Olímpicos, absolutamente fantástico. O público foi incrível. Você sempre tenta se concentrar na prova, mas não pude evitar a emoção quando vi a plateia. Me deixou muito satisfeito", declarou o cavaleiro irlandês, animado com a chance de tentar conquistar o ouro novamente. "Eu penso nisso há oito anos", avisou.

Na Grécia, o conjunto formado por Rodrigo Pessoa e Baloubet do Rouet tentava se redimir das refugadas dos Jogos de Sydney 2000, mas não conseguiu superar Cian O'Connor e Waterford Crystal. No entanto, o status de campeão olímpico durou apenas um ano para o competidor europeu, obrigado a devolver a medalha de ouro após a detecção de substâncias proibidas no organismo de seu cavalo.

"Foi muito triste para mim e para a Irlanda, mas isso aconteceu há oito anos e já ficou para trás. Todo mundo tem altos e baixos. Desde então, estive na equipe irlandesa várias vezes e tive sucesso. Estou pensando adiante e muito confiante para essa Olimpíada. Tenho muita sorte por agora montar o Blue Loyd, um cavalo maravilhoso. Sou grato a todos os torcedores e pessoas que me ajudaram a alcançar esse estágio", declarou o irlandês de 32 anos.

O processo que culminou com a entrega da medalha de ouro para Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet teve contornos policiais. A amostra B da urina de Waterford Crystal teria sido roubada no momento em que foi encaminhada para análise em um laboratório na Inglaterra. Já os documentos ligados ao caso teriam desaparecido após uma invasão à Federação Equestre Irlandesa.

Além de brigar para recuperar o ouro olímpico, conquistado em Atenas 2004 e perdido para o brasileiro Rodrigo Pessoa, o irlandês Cian O'Connor poderá acompanhar as competições de atletismo em Londres.

O cavaleiro é fã do astro e recordista mundial Usain Bolt, bicampeão olímpico nos 100 m e favorito ao ouro nos 200 m, além do revezamento 4x100 m ao lado da equipe jamaicana.

Além do atletismo, Cian O'Connor também é admirador e praticante ocasional de rúgbi. Ele é neto de Karl Mullen, ex-jogador da seleção irlandesa da modalidade, e irmão da modelo Pipa O'Connor.

"Nunca conseguiram descobrir nada sobre isso, não sabemos quem é o responsável", disse O'Connor. O irlandês alegou que as substâncias proibidas detectadas no organismo do animal foram ministradas por um veterinário para fins terapêuticos. A Federação Equestre Internacional (FEI) concluiu que não houve tentativa deliberada de melhora de performance e determinou três meses de suspensão, além de uma multa.

"É claro que foi uma infelicidade muito grande, mas regras são regras e a tolerância é zero. Tivemos que pagar o preço mais alto, aceitar e continuar em frente", resumiu O'Connor, que disse ter uma boa relação com Pessoa e elogiou a iniciativa de colocar o cavaleiro como porta-bandeira da delegação brasileira na abertura dos Jogos de Londres. "Foi bom para o esporte", justificou.

Considerado um "animal fantástico" por Cian O'Connor, Baloubet du Rouet, aposentado dos saltos desde 2006, vive cercado por mimos e cuidados em um haras de Benavente, nas imediações de Lisboa. Já Waterford Crystal, pivô do caso de doping que provocou a perda do título olímpico de 2004, descansa na fazenda de uma família amiga do cavaleiro, na Irlanda.

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