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Oscar Pistorius é o "rei da mídia" no Mundial Paraolímpico

24 jan 2011
16h20
atualizado em 3/5/2012 às 09h44
Anderson Giorge
Direto de Christchurch (Nova Zelândia)

Mais popular entre os atletas presentes no Mundial Paraolímpico de Atletismo, o sul-africano Oscar Pistorius é o centro dos holofotes em todas as oportunidades que aparece no Estádio Queen Elizabeth II, em Christchurch, na Nova Zelândia. O atleta, 24 anos, já levou nesta edição da competição e, com facilidade, a medalha de ouro nos 200 m, categoria T44 (amputados).

Vitorioso, Oscar Pistorius é o centro das atenções do Mundial na Nova Zelândia
Vitorioso, Oscar Pistorius é o centro das atenções do Mundial na Nova Zelândia
Foto: Getty Images

Aos 24 anos, Pistorius domina as suas provas e, na Paraolimpíada de Pequim 2008, venceu os 100, 200 e 400 m. Com amplo domínio e tempos excelente, o atleta sul-africano conseguiu vencer uma disputa contra a Iaaf (Federação Internacional de Atletismo) para participar das seletivas para os Jogos Olímpicos, mas acabou não conseguindo a vaga na seletiva para os 400 m rasos.

No entanto, o "Blade Runner" fala que existe o sonho de disputar a Olimpíada de Londres entre os atletas regulares. "Em 2012, eu quero tentar novamente me classificar. Espero conseguir da próxima vez e estar na Olimpíada", comentou.

Em Christchurch, Pistorius não deixou o sucesso atrapalhar a sua maneira de agir. Descontraído, o sul-africano não se recusa parar para dar entrevistas na zona mista, conversa e responde de maneira tranquila e calma e chegou a dar uma passeada pelas arquibancadas, onde fãs e jornalistas não resistiram e pediram para tirar fotos com o ídolo.

O sul-africano nasceu em Sandton, na África do Sul, em 22 de novembro de 1986 sem a fíbula nas duas pernas. Aos 11 meses, ele teve as duas pernas amputadas na altura do joelho após decisão dos médicos.

Como forma de retribuir o sucesso nas pistas, Pistorius fez uma parceria com o empresário Mike Hendrick para apoiar a Fundação Mineseeker, que colabora com pessoas que foram amputadas ao se ferirem em minas na África. O apoio consiste na instalação de clínicas móveis em áreas remotas, tratamento e novas próteses.

No lado financeiro, Pistorius também não pode reclamar. O sul-africano é um dos atletas mais populares do seu país e tem como principais patrocinadores empresas gigantescas como Oakley e Volvo.

Na primeira prova do Mundial, havia expectativa que o americano Jerome Singleton pudesse dar um "susto", mas o sul-africano não deu chances e levou com extrema facilidade os 200 m. Agora a meta de Pistorius é vencer as provas dos 100, 400 e 4x100 m e sair da Nova Zelândia com quatro medalhas de ouro.

"Eu sou muito feliz por poder correr. Para mim, a pressão é maravilhosa por vir junto com muita responsabilidade", comentou Pistorius.

O jornalista viajou a convite do Comitê Paraolímpico Brasileiro

Fonte: Terra
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