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Relembre todos os porta-bandeiras do Brasil em Olimpíadas

7 jul 2012
11h06

Com o anúncio do cavaleiro Rodrigo Pessoa como porta-bandeira do Brasil em Londres 2012, o Brasil conheceu o seu 20º atleta diferente encarregado de uma das maiores honras na disputa dos Jogos Olímpicos. Entre as modalidades, o atletismo leva ampla vantagem, com oito encarregados de empunhar a esperança brasileira em uma abertura. Na sequência, aparecem o basquete (quatro), vela (três), judô (2), além de vôlei de praia, pólo aquático e tiro esportivo, todos com um.

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O domínio do atletismo começou logo na segunda participação brasileira nos Jogos, em 1924, em Paris (França). Logo após a estreia do Brasil em 1920, em Antuérpia (Bélgica), quando Afrânio Antônio da Costa, do tiro esportivo, teve a honra de ser o primeiro porta-bandeira do Brasil, o corredor Alfredo Gomes foi o escolhido para a honra. Entretanto, enquanto Afrânio voltou com duas medalhas, Alfredo não conseguiu concluir a sua prova do cross country.

Em crise econômica, o País não disputou os Jogos de 1928, em Amsterdã (Holanda), voltando só para para Los Angeles 1932. Desta vez, a escolha caiu sobre outro representante do atletismo: Antonio Pereira Lira, do arremesso de peso, mas que teve uma péssima participação na disputa de sua prova.

Nas duas Olimpíadas seguintes (Berlim 1936 e Londres 1948 - nos anos intermediários não houve disputa por causa da Segunda Guerra Mundial), a responsabilidade de carregar a bandeira nacional caiu sobre um mesmo atleta: Sylvio de Magalhães Padilha, também do atletismo. Diferentemente dos outros, o velocista, que anos depois se tornaria presidente do COB, conseguiu um bom desempenho, ficando em quinto na final dos 400 m em 1936.

Quatro anos depois de Londres, o basquete brasileiro teve seu primeiro porta-bandeira em Helsinque (Finlândia). Mario Jorge da Fonseca Hermes foi escolhido como forma de homenagear a Seleção que teve boa participação na edição de 1948, quando conquistou a medalha de bronze. Na Finlândia, o basquete nacional ficou com a sexta colocação, o que também contribuiu para a escolha de Wilson Bombarda para porta-bandeira em 1956, na cidade de Melbourne (Austrália).

Para 1960, nos Jogos de Roma (Itália), a escolha para o porta-bandeira era óbvia e inquestionável: Adhemar Ferreira da Silva, que nas duas edições anteriores havia levado o ouro e batido o recorde mundial na prova do salto triplo. Já em Tóquio 1964, o basquete, com a lenda Wlamir Marques, voltou a ter a honra de carregar o maior símbolo do país devido à medalha de bronze em Roma.

A homenagem em 1968, nos Jogos da Cidade do México, não foi para um ex-medalhista, mas sim para um atleta que ia para sua quinta Olimpíada: João Gonçalves Filho, do pólo aquático. Em 1972, na cidade de Munique (Alemanha), a boa fase do basquete brasileiro voltou a fazer a diferença na escolha, já que Luiz Carlos Menon foi o aclamado.

O atletismo voltou a ter um porta-bandeira por dois anos seguidos, quando o então recordista mundial João Carlos de Oliveira foi o responsável em Montreal (Canadá) 1976 e Moscou (Rússia) 1980. Na Olimpíada de Los Angeles (1984), a vela teve o seu primeiro homenageado em razão da boa participação do esporte em 1976: Eduardo Souza Ramos, embora ele não tenha ganho nenhuma das medalhas de ouro do País.

O crescimento do judô na década de 80 rendeu ao esporte dois esportistas seguidos como porta-bandeiras: o medalhista de bronze Walter Carmona, nos Jogos de 1988, em Seul (Coréia do Sul), e o medalhista de ouro Aurélio Miguel, na disputa de Barcelona (Espanha) 1992. Quatro anos mais tarde, em Atlanta, Joaquim Cruz, do Atletismo, que detinha uma medalha de ouro e uma prata, foi convidado para a honraria.

Na cidade de Sidney (Austrália), em 2000, Sandra Pires, que havia se tornado em 1996 a primeira brasileira a ganhar uma medalha de ouro, no vôlei de praia, tornou-se também a primeira - e até hoje única - porta-bandeira feminina do Brasil. Nas duas últimas edições (Atenas 2004 e Pequim 2008), o grande desempenho dos iatistas foi decisivo para as escolhas de Torben Grael e Robert Scheidt, respectivamente.

Confira todos os porta-bandeiras do Brasil em Olimpíadas:

Antuérpia 1920 - Afrânio Antônio da Costa (Tiro Esportivo)
Paris 1924 - Alfredo Gomes (Atletismo)
Los Angeles 1932 - Antonio Pereira Lira (Atletismo)
Berlim 1936 - Sylvio de Magalhães Padilha (Atletismo)
Londres 1948 - Sylvio de Magalhães Padilha (Atletismo)
Helsinque 1952 - Mario Jorge da Fonseca Hermes (Basquete)
Melbourne 1956 - Wilson Bombarda (Basquete)
Roma 1960 - Adhemar Ferreira da Silva (Atletismo)
Tóquio 1964 - Wlamir Marques (Basquete)
Cidade do México 1968 - João Gonçalves Filho (Polo aquático)
Munique 1972 - Luiz Cláudio Menon (Basquete)
Montreal 1976 - João Carlos de Oliveira (Atletismo)
Moscou 1980 - João Carlos de Oliveira (Atletismo)
Los Angeles 1984 - Eduardo Souza Ramos (Vela)
Seul 1988 - Walter Carmona (Judô)
Barcelona 1992 - Aurélio Miguel (Judô)
Atlanta 1996 - Joaquim Cruz (Atletismo)
Sidney 2000 - Sandra Pires (Vôlei de praia)
Atenas 2004 - Torben Grael (Vela)
Pequim 2008 - Robert Scheidt (Vela)

Londres 2012 no Terra

O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

Em 2012, Rodrigo Pessoa receberá a honra de carregar a bandeira nacional em Londres
Em 2012, Rodrigo Pessoa receberá a honra de carregar a bandeira nacional em Londres
Foto: Reinaldo Marques / Terra
Fonte: Terra
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