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Sul-coreanos se unem a atleta e choram "absurdo" na esgrima olímpica

31 jul 2012
02h35
atualizado às 05h01

Um país unido pelo sentimento de injustiça de um atleta. A cena, infelizmente comum nas principais disputas internacionais, voltou a se repetir nesta segunda-feira. Após a polêmica derrota da esgrimista sul-coreana Shin A-Lam, 25 anos, na semifinal da espada individual, os jornais da nação asiática, assim como a população, choraram juntos com a atleta.

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Os principais sites de notícias sul-coreanos, como o Naver e o Chosun, foram monotemáticos: dedicam manchetes - algumas mais exaltadas, clamando um "absurdo" - para a contestada derrota, na qual a maior reclamação é sobre a cronometragem da luta.

O confronto contra a alemã Britta Heidemann, empatado na prorrogação, estava no último segundo e a vantagem era de Shin. No último segundo, entretanto, o improvável aconteceu: as atletas se tocaram três vezes, sem zerar o cronômetro. Ainda houve, segundo os juízes, tempo para mais um toque, este só da alemã, que deu a vitória para ela. Inconformada, Shin A-Lam sentou no ginásio. Chorou. Recusou-se a sair. Nada adiantou.

Caso fosse à final e conquistasse o ouro, a medalha poderia coroar uma carreira de uma atleta que, segundo ela mesmo diz, é apaixonada pelo esporte. Nascida em Kunsan, na Coreia do Sul, em 23 de setembro de 1986, começou a praticar esgrima apenas durante o colegial. O motivo? Era o único esporte disponível na escola. Na época, mal sabia ela que a esgrima lhe daria as maiores alegrias da vida - e as maiores frustrações, como na semifinal olímpica.

A primeira grande conquista da sul-coreana foi ao lado da equipe de seu país, no ano de 2005, quando levou a medalha de prata no Campeonato Asiático. Ainda em equipe, levou o bronze em 2010, no Mundial de Paris. Bronze também foi a medalha conquistada em 2011, no Campeonato Asiático realizado em Seul, mas desta vez individualmente. Na esgrima individual, a atleta também chegou ao ouro no Campeonato Asiático deste ano, maior conquista de sua carreira.

O amor pela esgrima está presente até na filosofia esportiva da competidora: "um gênio não pode vencer contra uma pessoa que trabalha duro, mas uma pessoa que trabalha duro não pode vencer contra alguém que gosta do que faz". Em uma família marcada por músicos - seu tio, Shin Chan Sun, foi um famoso músico clássico sul-coreano e sua tia-avó, Jeon Jung Min, liderou a Organização Nacional de Canções de Narrativas Tradicionais -, a esgrimista pode, agora, inspirar gerações após o acontecimento marcante desta segunda.

Formada em Educação Física, pela Universidade Esportiva Nacional da Coreia do Sul, em Seul, Shin A-Lam já tem fãs não só no seu país, como no mundo inteiro. Engajados pela suposta "injustiça" contra a atleta, várias pessoas começam a criar páginas em redes sociais para apoiá-la. Não oficiais, os perfis contam com mensagens de centenas de pessoas, em várias línguas, dando força para a derrotada competidora.

Por culpa da polêmica, não foi desta vez que Shin A-Lam conseguiu uma medalha olímpica, já que, abatida, perdeu na disputa do bronze de sua categoria. Para superar o momento difícil, pode buscar forças na filosofia oriental e recuperar-se para o próximo Campeonato Mundial, em 2013. Ou, até mesmo, para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

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Atleta ficou inconsolável após a derrota polêmica na semifinal da esgrima
Atleta ficou inconsolável após a derrota polêmica na semifinal da esgrima
Foto: AFP
Fonte: Terra

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