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Thaísa discorda de Zé Roberto e Mari minimiza risco de eliminação

17 jun 2012
19h39
atualizado em 18/6/2012 às 13h53

Diferentemente do técnico José Roberto Guimarães, Thaísa não coloca os Estados Unidos entre os principais candidatos ao ouro olímpico em Londres-2012. Após a derrota diante das americanas na tarde deste domingo, em São Bernardo do Campo, Mari ainda minimizou o risco de eliminação no Grand Prix.

"Ainda nem estamos na Olimpíada, como podemos falar quem é favorito ou não?", disse Thaisa quando questionada se incluiria os Estados Unidos no grupo dos principais candidatos ao título dos Jogos de Londres, com início previsto para o próximo dia 27 de julho.

"Tem muitas equipes que estão bem: Sérvia, Turquia, China e a gente também. Temos que melhorar? Sim, todo mundo tem que melhorar alguma coisa. Mas acho que estamos no caminho certo. Vamos ver o vídeo, estudar e melhorar", disse Thaísa.

Brasil e Estados Unidos travaram uma série de duelos marcantes nas últimas temporadas. Depois de vencer as norte-americanas na final dos Jogos de Pequim-2008, a Seleção perdeu as duas últimas edições do Grand Prix para o mesmo adversário e ainda levou a pior na Copa do Mundo-2011.

"Temos que esperar, todo mundo tem condições de estar em uma final olímpica, porque a Olimpíada é um torneio diferente. Todo mundo joga o seu máximo e tem o sonho de ganhar. Qualquer equipe pode estar, inclusive a gente e os Estados Unidos", afirmou Thaísa.

Com 20 pontos diante dos Estados Unidos, 15 de ataque e cinco de bloqueio, a central foi a maior pontuadora do confronto ao lado da rival Larson. Após a derrota por 3 sets a 1, no entanto, Thaísa minimizou a boa performance individual na partida.

"Se eu marcar 80 pontos e não ganhar o jogo, para mim é indiferente. Não adianta ir bem individualmente, porque quem ganha é a equipe. Acho que nosso bloqueio e defesa funcionou melhor hoje, mas pecamos um pouco ofensivamente ao rifar algumas bolas em momentos inadequados. Temos que ter paciência nessas situações", disse.

Com 11 pontos ganhos, a Seleção ocupa apenas a sexta colocação do Grand Prix e na próxima etapa enfrenta Porto Rico, Cuba e China. Apenas os cinco primeiros colocados avançam á fase final ao lado do time da casa, mas Mari minimiza uma possível eliminação precoce do Brasil.

"Não se classificar não quer dizer nada, porque estamos nos preparando para os Jogos Olímpicos e nosso objetivo é chegar a Londres bem. Como nos classificamos pelo Sul-americano, que não dá parâmetro para ninguém, estamos usando o Grand Prix para pegar entrosamento", explicou.

Thaisa preferiu esperar para comentar as chances brasileira em Londres
Thaisa preferiu esperar para comentar as chances brasileira em Londres
Foto: Gaspar Nóbrega/Vipcomm / Divulgação
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