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Olimpíada 2016

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COB e Marinha assinam parceria para 4 modalidades olímpicas

13 mai 2013
12h20
atualizado às 12h21
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Atletas olímpicos da vela, nado sincronizado, polo aquático e tiro esportivo ganham uma nova opção de treinamento em alto nível depois que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Escola Naval assinaram na manhã desta segunda-feira um acordo para que a escola seja base de treinamento das modalidades para 2016. De acordo com o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, “essas modalidades vão ter o melhor nível possível para 2016”, disse. Com um investimento inicial de R$ 350 mil por parte do COB para melhorar equipamentos e instalações para as quatro modalidades, “o COB não está investindo em obras. Isso é por conta da Marinha e do Ministério dos Esportes”, ressalta Nuzman.

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Parceria foi assinada na manhã desta segunda no RJ
Foto: Marcus Vinícius Pinto / Terra

O acordo prevê que a Escola Naval seja, por exemplo, a base exclusiva de treinamentos da equipe brasileira de vela para 2016. “Estados Unidos, Grã-Bretanha e Austrália já tinham procurado a Marinha tentando um acordo, mas eles preferiram dar exclusividade ao Brasil”, conta o superintendente do COB, Marcus Vinicius Freire. Tanto que as instalações vão receber um investimento de melhoria nas garagens, oficinas, guindastes e rampas, além de uma nova zona de armazenamento para os barcos. “Além disso, o COB está comprando dois barcos novos por cada modalidade olímpica, num investimento de cerca de R$ 1 milhão”, conta Freire.

Para o tiro esportivo, por exemplo, vai ser construído um centro de treinamento de nível internacional e a conclusão das obras é para julho do próximo ano. “O Centro de Tiro de Deodoro também existe e vai ser usado, mas como é um local de competição, passa muito tempo fechado, por isso a opção por esse novo centro”, justifica Nuzman. As equipes de nado sincronizado e polo aquático vão dispor de três piscinas (uma de 50 metros e duas de 25 metros) de treinamento e o COB vai entrar com a parte de modernização de academias, estrutura de atendimento médico e fisioterápico, refeitório e alojamento. Além da Escola Naval o acordo prevê a utilização do Centro Educação Física Almirante Adalberto Nunes, em Olaria, onde a equipe de saltos ornamentais deve fazer parte de sua preparação no futuro.

Sobre as modalidades que ainda não estão contempladas com instalações de treinamento ou as que perderam como o caso do ciclismo, que ficou sem o velódromo (construído para o Pan e que está em processo de demolição dentro do que será o futuro Parque dos Atletas), ou da natação e do atletismo que em breve vão perder o Célio de Barros e o Parque Aquático Julio Delamare, Nuzman disse que algumas modalidades podem até ter que treinar fora do país, como a Grã-Bretanha fez, por exemplo com parte da equipe de atletismo, que treinou no Quênia.

“Isso é um ajuste de acordo com as melhores condições para cada modalidade. E não apenas vamos ter centros de treinamento no Rio, mas também em São Paulo, no exterior ou outro lugar”, disse Nuzman. Sobre a demolição do Célio de Barros e Julio Delamare, que será levado a cabo pela empresa que administrar o complexo do Maracanã, o presidente do COB disse não estar preocupado com a ausência das duas instalações do cenário esportivo carioca. “Já recebi garantias do Governo Estadual que essas instalações vão ser reconstruídas e modernizadas”.

Para o cinco vezes medalhista olímpico Torben Grael, o acordo é muito importante para a vela. “Esse apoio facilita as coisas, pela localização privilegiada e pela estrutura”, disse Torben, que voltou a criticar o projeto da empresa EBX para modernização da Marina da Glória. “Eles estão mais preocupados em um centro de eventos e remodelação da parte imobiliária do que em construir um centro de treinamento permanente da vela como está previsto no projeto. Torben esteve acompanhado da filha Martine Grael, que vai lutar por uma vaga na equipe brasileira para 2016 e do campeão olímpico em Moscou 80, Eduardo Penido, e disse que treinar em casa é muito importante. “Até porque a raia da Baía de Guanabara é muito difícil e já conhecer o local é melhor”, disse o campeão olímpico, sem esquecer sua preocupação com a poluição no local.

Fonte: Terra
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