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Comitê Olímpico do Japão defende que pagamentos de Tóquio-2020 foram legais

16 mai 2016
09h17
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O presidente do Comitê Olímpico do Japão (COJ), Tsunekazu Takeda, defendeu nesta segunda-feira no parlamento do país que os pagamentos realizados pelo órgão antes e depois da escolha de Tóquio como sede dos Jogos Olímpicos de 2020, investigados pela França, foram "legítimos".

Takeda afirmou em uma reunião de um comitê da câmara baixa japonesa que as transações realizadas pela consultoria Black Tidings, com sede em Cingapura, e avaliadas em US$ 2 milhões, foram auditadas e declaradas ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

"Contratar uma empresa de consultoria quando se pretende organizar os Jogos é uma prática padrão. Inclusive se diz que é impossível vencer sem contratar uma consultoria de perfil global", disse Takeda em declarações reproduzidas pelo jornal "Japan Times".

A conta beneficiada pelos pagamentos pertencia à Black Tidings, no nome de Ian Ian Tong Han e vinculada a Papa Massata Diack, filho do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), Lamine Diack, segundo revelou recentemente o jornal "The Guardian".

Um relatório divulgado pela Agência Mundial Antidoping em janeiro mostrou que Diack e seus filhos, Papa Massata e Khalil, trabalharam, junto ao advogado Habib Cissé, como consultores de marketing para a IAAF.

Lamine Diack, membro do COI entre 1999 e 2013, renunciou à presidência da IAAF em 2014, após ter sido acusado de receber propina da Federação Russa de Atletismo para encobrir resultados positivos de doping de alguns atletas do país.

Takeda reiterou hoje que o Comitê Olímpico do Japão não tinha conhecimento sobre o vínculo da Black Tidings com Papa Massata Diack. E revelou que a empresa japonesa Dentsu, uma das maiores do mercado publicitário do país, recomendou a empresa de consultoria como prestadora de serviços para Tóquio 2020.

As autoridades da França acusam Papa Massata de vários crimes de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Ele supostamente está morando em Senegal, seu país natal.

O próprio Papa Massata afirmou em entrevista à agência japonesa de notícias "Kyodo" que não recebeu propina do comitê organizador de Tóquio 2020 e afirmou que não tem controle algum sobre a Black Tidings.

EFE   

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