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Comitê Paralímpico também sonha alto e mira top 5 no Rio

5 ago 2014 12h32
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<p>Andrew Parsons, do CPB, enalteceu resultados recentes</p>
Andrew Parsons, do CPB, enalteceu resultados recentes
Foto: Getty Images

A exemplo do COB, que mira até 30 medalhas nos Jogos do Rio, o esporte paralímpico também sonha e sonha alto para 2016. Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (COB), Andrew Parsons está otimista. “Queremos chegar entre os cinco melhores do mundo no Rio. É difícil, mas os resultados dos últimos tempos nos dão suporte para isso”, disse.

E o desafio é enorme. Em Londres 2012 o Brasil foi sétimo colocado, com 21 medalhas de ouro. Para chegar ao quinto lugar, vai precisar superar Estados Unidos e Austrália, que tiveram 31 e 32, respectivamente. “Brasil não é só o país do futebol, do judô e da natação. Estamos com destaque da bocha”, disse Parsons, apostando também em medalhas na canoagem e no tiro.

Os resultados dos últimos anos são concretos. Em 2013 o esporte paralímpico brasileiro conquistou 78 medalhas em Copas do Mundo ou campeonatos mundiais, sendo 30 de ouro, 21 de prata e 30 de bronze. Todas em modalidades olímpicas. “Este ano foram menos, porque a maioria dos campeonatos mundiais é no segundo semestre”, lembrou. Até junho de 2014 foram nove medalhas, sendo cinco de ouro.

Parsons lamentou que ainda falta ao esporte paralímpico apoio de empresas privadas. “Praticamente 100% do nosso orçamento vem dos governos”, afirmou. E o orçamento para 2016 cresceu e bastante para que o Comitê alcance suas metas. Para Londres, os gastos anuais foram de cerca de R$ 70 milhões. Para 2016 o orçamento alcança R$ 102 milhões. “Mas acredito que os Jogos possam mudar esse cenário”, disse.

Além disso Parsons anunciou que até o meado do próximo ano vai ser inaugurado em São Paulo o Centro de Treinamento Paralímpico. “Vamos fazer lá todo nosso treinamento final e aclimatação para os Jogos do Rio”, afirmou. O presidente do CPB disse ainda que a intenção é seguir apostando nas paralimpíadas escolares, que já são o maior evento desse tipo no mundo e reuniram este ano 2200 jovens atletas com deficiência. 

Fonte: Terra
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