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Isaquias Queiroz boicota evento-teste no Rio em protesto contra CBCa

4 set 2015
12h26
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A ótima fase da canoagem brasileira dentro da água deixou de mascarar uma crise administrativa da modalidade no País. Nesta sexta-feira, quatro atletas anunciaram um boicote ao evento-teste, que será disputado na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, local em que serão realizadas provas de esportes aquáticos nos Jogos Olímpicos de 2016, como uma forma de protesto à Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

Dentre os canoístas que se negaram a competir no Rio, estão Isaquias Queiroz e Erlon de Souza, campeões na categoria C2 1000m do Mundial de Milão, em agosto. Além deles, Nivalter Santos e Ronilson Oliveira boicotaram o evento sob a alegação de não receberem a verba do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) há oito meses. Os quatro atletas ainda reclamaram das hospedagens em que ficaram na capital fluminense.

Presidente da CBCa, João Tomasini assegurou que os pagamentos serão efetuados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em setembro. Segundo o mandatário, ocorreu um atraso de 105 dias devido a uma licença ambiental da prefeitura, porém afirmou que os atletas receberam cerca de R$ 88 mil durante este período.

"Eles não foram desassistidos em momento algum. Quando tivemos o problema do atraso na documentação, conversamos com o COB, que fez esse pagamento nesses oito meses. O projeto foi liberado no dia 20 de agosto e a partir de setembro a CBCa vai repassar a eles o valor do patrocínio. Cada um recebia R$ 11 mil por mês por decisão do COB. Agora, pelo espelho do bolsa pódio, Isaquias e Erlon ficarão com R$ 15 mil por mês, Ronílson, R$ 11 mil e Nivalter, R$ 8 mil", explicou o dirigente, de acordo com o site Globoesporte.com.

Principal nome da canoagem brasileira, o baiano Isaquias Queiroz comentou o boicote e pediu respeito aos canoístas, lembrando os títulos no Mundial na categoria e as 12 medalhas (canoagem Slalom e de Velocidade) conquistadas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho.

“Uma das causas da nossa decisão é o respeito que se deve ter por um atleta. É a nossa forma de protestar. Damos resultados em Mundiais, temos vagas olímpicas e fomos a segunda modalidade com mais medalhas nos Jogos Pan-Americanos. É lamentável essa polêmica. O Brasil pode ser o paraíso para quem comemora resultado, mas e o atleta? Esperamos uma punição, mas se punir a gente por falar a verdade acabou. Nosso treinador (Jesús Morlan) queria ir embora, está de saco cheio, mas pedimos para ele ficar, o COB pediu. Se tiver punição para quem tem resultado de que adianta se matar o ano inteiro?", desabafou o baiano de apenas 21 anos, .

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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