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Olimpíada 2016

Novo projeto tem estádio olímpico aberto e ecológico para Tóquio 2020

15 jan 2016 - 11h39
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O estádio olímpico de Tóquio 2020 será um local aberto ao cidadãos, onde a ecologia terá um peso grande, e inspirado na tradição arquitetônica japonesa, revelou nesta sexta-feira o arquiteto eleito para construí-lo, Kengo Kuma.

Em sua primeira aparição pública após ser selecionado, Kuma explicou que o principal material utilizado na construção do novo estádio olímpico será a madeira, um elemento muito presente em sua arquitetura e cujo manutenção, garantiu, pode ser simples e durável.

Com um projeto inspirado nas pagodes e nos santuários xintoístas, Kuma disse desejar que o público internacional que presenciar os Jogos Olímpicos sinta a "calidez" da madeira e possa apreciar a "beleza e a calma" das sombras que serão projetadas no estádio uma vez construído.

"Utilizarei tanta madeira quanto for possível e eu gostaria que esta procedesse de uma localização próxima", acrescentou Kuma, de 61 anos e que enfrenta o projeto de maior envergadura de sua carreira com a construção do estádio olímpico de Tóquio 2020.

Quanto à aposta pela ecologia, Kuma explicou que a construção contará com uma fonte de energia limpa ao incluir painéis solares que serão "visíveis porque são parte do projeto" e que graças à fisionomia do edifício, este poderá se aproveitar do vento e evitará um uso excessivo do ar condicionado.

O estádio de Kuma, um dos mais prestigiados e reconhecidos arquitetos japoneses contemporâneos, será 'verde' ao incluir uma fachada formada por terraços escalonadas e repleta de vegetação. As árvores e plantas, disse, serão regados com água reciclada.

Kuma apostou também por abrir o recinto à cidade. "Quando passava pela zona na qual está o antigo estádio, me parecia um palco solitário. Eu gostaria que os moradores pudessem desfrutá-lo além dos Jogos".

O novo estádio olímpico, que será construído no terreno ocupado pelo anterior recinto inaugurado em 1958, foi polêmico inclusive antes de ter sua primeira pedra.

O projeto da arquiteta anglo-iraquiano Zaha Hadid foi o eleito originalmente como sede de Tóquio 2020. No entanto, seu projeto foi muito criticado no Japão por seu elevado custo -alcançou o dobro do orçado-, sua excessiva magnitude e seu projeto pouco adaptado ao entorno.

Depois que Tóquio desprezou o projeto do estudo de Hadid, o arquiteto japonês foi eleito em um segundo concurso pelo Conselho de Esportes do Japão (JSC).

A arquiteta anglo-iraniano protagonizou uma polêmica nos últimos dias ao afirmar que o projeto de Kuma tem similitudes com o que ela assinou originalmente.

"As condições estritas do JSC fazem com que automaticamente haja similitudes em certos detalhes técnicos entre ambos projetos, mas o projeto é totalmente diferente", se defendeu Kuma, que disse também que o projeto de Hadid lhe pareceu "maravilhoso".

Com relação aos possíveis sobrecustos da obra, um dos fatores que assolaram o anterior projeto de estádio olímpico, Kuma disse que o fato de a madeira ser o elemento principal e sua aposta por pequenas fábricas, permitirá respeitar o orçamento de cerca de 148,9 bilhões de ienes (1.116 milhão de euros).

tcc/ff

EFE   
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