2 eventos ao vivo
Logo do Olimpíada 2016
Foto: terra

Olimpíada 2016

Os anunciantes aqui reunidos não possuem relação com os Jogos Rio 2016 e patrocinam apenas este caderno especial.

Sérgio Cabral anuncia museu do COB em área da Aldeia Maracanã

20 fev 2013
13h43
atualizado às 18h18
  • separator
  • comentários

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou nesta quarta-feira que a área do antigo Museu do Índio, ocupada atualmente por indígenas de diversas etnias que formam a Aldeia Maracanã, ao lado do estádio que será sede das finais da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, será revitalizado e vai se tornar um museu do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

<p>Sérgio Cabral (PMDB) anunciou o museu do COB em área da Aldeia Maracanã</p>
Sérgio Cabral (PMDB) anunciou o museu do COB em área da Aldeia Maracanã
Foto: José Cruz / Agência Brasil

Segundo Cabral, a responsabilidade pela reforma da área ficará a cargo da concessionária que assumirá as obras de entorno do estádio, após a inauguração do Maracanã, prevista para junho, com o amistoso entre Brasil e Inglaterra.

O edital com as regras para a licitação, ainda de acordo com o governador, será publicado no Diário Oficial até a próxima segunda-feira.

"A concessionária se responsabilizará sobre o restauro, recuperação, e preparo do prédio. E todo o conteúdo do museu será de responsabilidade do COB", explicou Cabral.

<p>O grupo de índios que vive no local querem permanecer morando na Aldeia Maracanã durante as obras</p>
O grupo de índios que vive no local querem permanecer morando na Aldeia Maracanã durante as obras
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Além do novo museu do COB, a empresa que vencer a licitação do Maracanã terá ainda a responsabilidade da criação de estacionamentos e de toda a área que envolve ainda o Parque Aquático Julio De Lamare e a pista de atletismo, Célio de Barros.

A proposta, que o Estado considera definitiva, vai totalmente contra as pretensões dos índios que ocupam o local. No último dia 8, as lideranças enviaram uma carta ao governo reivindicando que o Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas seja criado no próprio local, após a revitalização realizada pela concessionária.

"Reivindicamos que o Centro de Referência da Cultura Indígena seja mantido no imóvel existente a rua Mata Machado, 126, Maracanã, antigo Museu do índio, e que seu tombamento sob responsabilidade das Instituições Públicas e sua anunciada restauração contemple um ante Projeto em parceria com a comunidade indígena e organizações parceiras competentes para servir exclusivamente como uma Casa da Cultura Indígena Viva dirigida por índios", diz a carta enviada à Casa Civil estadual e à secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

Além de se recusarem a deixar o local sem uma resposta concreta por parte do Estado, que já ventilou a possibilidade de levar o centro de referência para a Quinta da Boa Vista, próximo ao Maracanã, que a conclusão das obras seja num prazo de até um ano e meio e que mão de obra indígena seja empregada durante a restauração.

"A construção do museu é uma decisão tomada a partir de uma sugestão do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, que nós achamos sensacional", completou o governador, que disse ainda que a administração do local ficará a cargo do comitê olímpico, que terá a renda obtida por meios das visitações.

Defensoria Pública critica Cabral

Em nota, a Defensoria Publica da União informou que não foi comunicada oficialmente da decisão de Cabral e questionou o político. “O Governo do Rio sempre se mostrou contraditório no trato da questão. A princípio, queria demolir; depois, tombar o prédio pela importância histórica indígena; e agora quer transformá-lo em um museu com finalidade totalmente destoante da memória indígena”, opinou Daniel Macedo, titular do 2º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva da DPU/RJ e responsável pelas ações relacionadas ao caso.

Macedo ainda reiterou a importância de o prédio onde está a Aldeia Maracanã ser tombada. "A construção de um museu olímpico vai na contramão da destinação natural que surgiria com o tombamento. Esse projeto repentino deixa claro o posicionamento do governo de fulminar com tudo que aquele prédio representa. Qualquer tentativa de descaracterizar o patrimônio imaterial que se quer proteger será objeto de Ação Civil Pública”, concluiu.

Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade
publicidade