Carl Lewis e super campeões defendem jovem nadadora Ye Shiwen (Foto: Acervo Terra)
POR BOB FERNANDES, DIRETO DE LONDRES
Noite londrina de lua cheia. Carl Lewis, lendário velocista norte-americano, está num evento da Nike/Brasil no prédio da Associação Médica Britânica.
Na conversa mole, um jornalista insinua doping da super-nadadora chinesa Ye Shiwen. Ye, aquela que aos 16 anos ganhou dois ouros e assombrou o mundo nos últimos 50 metros dos 400 medley, quando nadou mais rápido do que o recordista da prova masculina, Ryan Lochte.
Lewis, dez medalhas olímpicas (oito de ouro) e dez mundiais (nove de ouro), que no seu reinado conviveu com suspeitas e acusações de doping, rebate:
-…tome cuidado com esse tipo de acusação. Minha irmã várias vezes ganhou de mim…E eu sou quem eu sou…
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Na mesma noite outra lenda, o tenista norte-americano John McEnroe, sai em defesa da mesma Ye Shiwen:
-O Boris Becker ganhou Wimbledon com 17 anos, e aos 17 anos ele já era um demônio…
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Michael Johnson, velocista dos EUA com quatro ouros olímpicos e nove mundiais, em outra conversa pega o mesmo caminho:
-Quem já perdeu provas para quem usa isso, conhece isso… mas tomem muito cuidado ao fazer uma acusação como essa…tomem muito cuidado…
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Uma da madrugada na mesma romântica noite de lua cheia. Cercanias da Cambridge Circus com a Charing Cross Road. Friozinho. Em cartaz num teatro, Dançando na Chuva. Em outro, Os Miseráveis.
Num Riquixá – aquela charretinha chinesa para duas pessoas puxada por um condutor de bicicleta – lá vai Diego Hypólito na noite Londrina…