Volto com o rosto marcado pelo esforço (Foto: Leandro Guilheiro)
Leandro Guilheiro
Parece que foi ontem que eu contava aqui cada fase da minha preparação para os Jogos de Londres. Dividi com vocês cada semana de sofrimento, de cansaço e de satisfação nesta jornada que se encerrou aqui.
Agora, vendo as minhas malas fechadas aqui no quarto, prontas para deixar a Vila, vejo aquilo que já havia percebido na minha primeira participação olímpica em 2004: tudo passa muito rapidamente.
Deixo os Jogos tomado por uma tristeza profunda, indescritível. Os dias passam e o sentimento é cada vez pior. A única coisa que me traz um pouco de conforto (se é que existe algum) é saber que fiz tudo o que podia. Treinei exaustivamente, preparei a minha mente, procurei evoluir a cada dia e vivi minha vida para isso. Durante a competição tentei tudo o que podia: lutei judô, mudei de estratégia, ralei a cara inteira, dei cabeçada, estou com a mão esquerda inchada como uma bola… mas não deu. As coisas não se encaixaram e os caras foram melhores. Isso é o esporte!
Deixo a Vila, volto para a minha terra e olho para frente. Afinal, a vida continua o seu curso e tudo passa muito rapidamente.
Abraços.