LEANDRO GUILHEIRO

Olá,

Mais um dia que continuei no meu canto, assistindo aos Jogos e pensando bastante.

Hoje conversei por duas vezes com o meu preparador físico, Emerson Franchini, sobre as diversas coisas que aconteceram nos Jogos. No fim, chegamos à conclusão de que o treinamento deve acompanhar as mudanças de tendências do judô competitivo. Algumas coisas devem ser introduzidas em cada sessão, enquanto que outras, modificadas.

O judô competitivo de 20 anos atrás, infelizmente, não existe mais. Antes, conseguíamos segurar no judogi, as reações dos nossos oponentes eram diferentes, as regras eram outras e o julgamento do que era passível de punição ou não mudou totalmente. Nos Jogos, tudo isso ficou ainda mais latente.

O estilo de luta que me foi ensinado desde cedo busca o ippon desde o primeiro segundo de luta. Para isso, obviamente, uma boa pegada no judogi se fazia necessária. Hoje, a regra permite que os nossos oponentes “cortem” nossas pegadas e façam golpes sem objetivo de queda, mas que produzam volume. Desta forma, a punição por falta de combatividade acontece. Desinteresse? Apatia? Não! É questão de característica pessoal, estilo de luta e tática. Mas por que não fazer o mesmo? Porque isso não está na essência de alguns atletas, mas certamente há formas de se criar um antídoto contra isso. É questão de muito estudo e treino.

Diante de tudo isso, resta-nos duas coisas: trabalhar duro e adaptar-se! Reclamar sem procurar evoluir não nos fará chegar a lugar algum.

Abraço,

Leandro