MIGUEL ANGELO DA LUZ
Olá, amigos
O dia até começou bem para o basquete feminino. Elizabeth Cambage, 2,03 m, jogadora australiana de apenas 19 anos, tornou-se a primeira mulher a enterrar na história dos Jogos Olímpicos.
O fato aconteceu na partida contra a Rússia, onde a equipe da Austrália saiu vencedora.
Em seguida, veio o jogo das brasileiras contra as canadenses. O Brasil precisava desesperadamente da vitória. Nas rodadas anteriores, não tinha conseguido nenhum triunfo. Estava em jogo passar para a próxima fase, na qual iria entrar na briga pelas medalhas.
Decepção. Esse é o sentimento de todas as pessoas que acompanharam o confronto. As meninas iniciaram de uma maneira sonolenta, com pouca agressividade e desorganizada taticamente. Com as nossas laterais pouco inspiradas, fizeram apenas oito pontos, viram as adversárias gostarem do jogo e ganharem confiança até o fim do primeiro tempo.
No segundo tempo, a equipe veio mais acesa, com uma atitude positiva. Pressionando a saída de bola, sufocando as canadenses, conseguindo roubar as bolas e diminuindo a diferença. No quarto final, passou a frente no placar, dando esperança da primeira vitória na competição.
Este fato, a esperança de vitória, foi comum em todos os jogos. O Brasil iniciava perdendo e sempre tinha o poder de recuperação, mas nunca conseguiu "matar" o jogo. Não creio que seja por falta de experiência, pois a média de idade é 31,6 anos.
Assim como foi no jogo contra Austrália, não veio uma ordem do banco de parar o jogo e cometer falta. Onde levaria as canadenses para a linha do lance livre.
Vale lembrar que na Copa América, em setembro de 2011, com a direção do Ênio Vecchi, estas equipes se enfrentaram e o resultado foi uma vitória bem confortável para as brasileiras (56 a 39). Gostaria de saber a opinião de vocês, para saber o que deve ter acontecido.
Com as posições da classificação do grupo já definidas, o próximo jogo do Brasil será contra as donas da casa, às 18h15 (de Brasília), com transmissão do Terra.