Miguel Ângelo da Luz


Olá, amigos!


Deu para notar que o basquete brasileiro masculino está em ascensão depois que o técnico Rubén Magnano assumiu o comando da equipe. Os resultados recentes comprovam a evolução. Conseguiu a convocação de alguns atletas que negavam em participar da Seleção, como Leandrinho, que alegando contusão não participou do Pré-Olímpico, e Nenê Hilário, que não vestia a camisa verde e amarela há cinco anos. Durante os Jogos Olímpicos, tínhamos o plantel completo, sem contusões e vaidades pessoais. Na fase de classificação, ficou em segundo lugar, perdendo apenas para Rússia, na última bola. Chegou nas quartas de final, com muita moral e otimismo, pois tinha derrotado a poderosa Espanha na última rodada.


Tendo os argentinos como adversários, os brasileiros foram melhores no primeiro quarto, mas no segundo e terceiro quarto o time caiu muito de produção, na soma destes quartos, só conseguiu fazer 14 pontos, muito pouco pra quem almejava passar de fase. Os hermanos, com mais categoria e experiência, abriu uma vantagem de 15 pontos.


No último quarto, o Brasil mostrou uma superação impressionante, diminuindo a diferença para 2 pontos a 4min para o término da partida. Com dois arremessos precipitados de Marcelinho Machado (2 pontos) e Huertas (22 pontos), perdeu a chance de empatar. Isso sem falar numa falta de ataque do ala Alex Garcia (10 pontos) no Manu Ginóbili (16 pontos).


Não estou colocando a culpa da derrota sobre esses jogadores, mas faltou experiência e tranquilidade nos momentos decisivos. Diferente do Ginóbili, que puxou a responsabilidade pra ele.
Rubén Magnano deu (como ainda dá) ênfase à nossa defensiva o tempo todo. Realmente o setor defensivo foi onde teve a maior evolução. No ataque, o time pecou muito nas conclusões, principalmente na linha do lance livre, com um fraco aproveitamento de 50% (12/24). Digo sempre que os lances livres fazem a diferença em um jogo. Nos 2 pontos, os brasileiros tiveram também 50% (22/44) e nos 3 pontos pouco mais de 30% ( 7/23). Os nossos melhores pontuadores foram Leandrinho e Huertas, ambos com 22 pontos.


Os rivais agora farão a semifinal com os americanos e continuam na luta pela segunda conquista olímpica. Já o Brasil volta com o quinto lugar e o sonho da medalha fica adiado pra Olimpíada no Rio de Janeiro em 2016, que poderá contar com uma nova geração brasileira, que já vem se destacando com nomes como Fab Mello, Scott Machado, Rafael Hettsheimmer, Vitor Benite, Rafael Luz, entre outros.


Quero parabenizar a todos os envolvidos (jogadores e comissão técnica) neste desafio. Vocês reconquistaram o respeito e dignidade do nosso basquete.


O sonho ainda não acabou.


Gostaria de saber sua opinião sobre a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos.


Grande abraço!