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Atiradores brecam otimismo da CBTE e descartam Brasil "top de linha"

9 out 2011
10h02
atualizado às 10h17
Emanuel Colombari
Direto de Guadalajara (México)

Presidente da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), Paulo Lima e Silva esbanjou otimismo com as previsões que fez em agosto para os atletas do País que disputariam a modalidade nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, dois meses adiante. Segundo o dirigente, o Brasil é "top de linha" e só teria os EUA como rivais na briga por muitas medalhas. No entanto, as opiniões dos primeiros atletas que chegaram a Guadalajara para o Pan de 2011 são bem diferentes das de Paulo Lima e Silva.

"Não sei. Veja bem, eu acho que depende da preparação de todos os atletas. Eu sou do Paraná, do tiro esportivo, modalidade prato. A modalidade bala, que tem o apoio das Forças Armadas, não sei como está a situação deles. Eu espero que seja verdade (a previsão)", disse Rodrigo Bastos, atleta da fossa olímpica, ao Terra.

"Eu não posso dizer nem que sim, nem que não. Eu sei que o tiro à bala, o tiro ao alvo, tem um grande apoio das Forças Armadas, então a diferença de treinamento e de condições do tiro ao alvo para o tiro ao prato é grande, é gritante. Agora, até que ponto está melhorando, não posso dizer", completou o paranaense.

Dentista por profissão, Rodrigo Bastos chegou ao México com a gaúcha Janice Teixeira, também do tiro ao prato. Assim como o colega, Janice freou o otimismo de Paulo Lima e Silva, colocando todos os países em condições de igualdade e rechaçando qualquer favoritismo do Brasil.

"Se o presidente da confederação chamou de top de linha, isso não é verdade. Se estamos em uma competição, estamos todos para competir com todos, e todos para competir conosco. Chance de medalha todo mundo tem. Competição é competição. Essas coisas de contar muito antes em algumas modalidades como a nossa, que não é uma modalidade que tenha isso de 'tal país está preparado'... Não é assim. No tiro, felizmente ou infelizmente, o dia vai valer", diz Janice.

No entanto, a experiente gaúcha, 49 anos, espera contar com a ajuda divina para poder atender às exigentes expectativas do dirigente. "Tecnicamente, estão todos no mesmo nível. Agora, vamos ver se aquele lá de cima coloca a mão na nossa cabeça da gente. Vamos fazer força", completou.

Curiosamente, Janice e Rodrigo não entraram na lista de destaques apontados por Lima e Silva como candidatos às vagas na Olimpíada de Londres. Segundo ele, além de Ana Luiza Ferrão (pistola 25 m) e Filipe Fuzaro (fossa double), já classificados para 2012, também são fortes candidatos à vaga Julio Almeida (pistola de ar e pistola 50 m), Stênio Yamamoto (pistola 50m) e Bruno Heck (carabina de ar, carabina deitado e carabina três posições).

Rodrigo Bastos, porém, prefere projetar o futuro do esporte a longo prazo. "Estou voltando nisso com foco em 2016, mas também com o foco no Pan-Americano daqui. Mas eu espero que seja verdade e que o tiro possa dar um salto cada vez maior", comentou.

"Mas sei que o tiro no Brasil está crescendo muito, está tendo muitos adeptos. Está muita gente vindo para o tiro, porque é um esporte interessante. E isso eu posso dizer que sim: vêm mais recursos para o nosso esporte e isso é muito bom. Agora, tem que ser muito bem aplicado na contratação de técnicos, que isso vai ser muito interessante", completou.

Pan 2011 no Terra

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Fonte: Terra
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