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Triatleta nada no polo, pedala no trânsito e corre por pódio

26 set 2011
15h45
Vagner Magalhães
Direto de San Luis Potosí (México)

Capitã da equipe de polo aquático do Brasil, Flávia Fernandes subiu ao pódio do Pan-Americano de Santo Domingo (2003) para receber a medalha de bronze pelo terceiro lugar alcançado pela equipe brasileira. Quatro anos depois, no Rio de Janeiro, passou os dois meses que antecederam o evento se recuperando de uma fratura na clavícula esquerda para poder disputar o seu segundo Pan com o time do Brasil. Em 2011 ela chega à terceira edição do evento, agora em um esporte novo, o triatlo.

Com a primeira prova do triatlo, nenhum problema. Nadadora desde a infância, não deve dificuldades em trocar a piscina pelo mar. Com a segunda prova, o ciclismo, também se sentiu à vontade. Goiana, desde que mudou para São Paulo, há 15 anos, utiliza a bicicleta como meio de transporte diário. Não possui carro e faz tudo de bicicleta. A corrida, terceira prova, também nunca foi estranha a ela, que diz também praticar o esporte desde sempre.

"Foi uma transição natural, sempre gostei muito de esporte. Sempre corri, sempre andei de bicicleta e a natação veio um pouco do polo. Fui jogadora 15 anos da Seleção e precisava de novos desafios. Hoje em dia eu encaro o triatlo como uma nova aventura, um desafio novo, que depende só de mim. É um esporte que exige muito e o polo me deu essa base. O polo, a gente sabe, é uma luta dentro d'água. O preparo físico é muito forte. E essa base que eu tenho, me ajuda muito no triatlo hoje em dia. Eu fazia o triatlo meio que por hobby e estou aí há um ano e meio nessa loucura de vaga olímpica, de Jogos Pan-Americanos", diz.

O acidente sofrido em 2007 foi em cima da bicicleta, quando foi atingida por um carro pelas ruas de São Paulo. "Foi um grande susto, um grande medo de não participar daquele grande momento que foram os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Foi um descuido meu, do motorista, que passou por um lugar que não deveria estar passando, mas não tiro a minha culpa. É difícil encarar. Carrego uma marquinha que eu brinco com meus sobrinhos que é uma mordida de tubarão e uma plaquinha de titânio que não me atrapalha em nada", afirma.

Apesar do acidente, ela diz que a relação entre ciclistas e motoristas tem melhorado em São Paulo. "Eu sinto que melhorou bastante a relação motorista-ciclista. Com a iniciativa da ciclovia, da ciclofaixa no domingo, as pessoas estão entendendo melhor o que é estar em cima de uma bicicleta no meio de uma cidade, de um trânsito, do lado de um carro. O motorista está respeitando, está entendendo essa situação".

A sua primeira participação em um Pan no triatlo traz a expectativa por um resultado intermediário. "Espero estar entre as dez, seria um grande feito. Mas Pan-Americano é Pan-Americano e há a expectativa grande de um bom resultado". Esse resultado seria o pódio.

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Fonte: Terra
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