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Mandala pornô cria polêmica em exposição de Toronto

@rosaliehmaheux/Instagram / Reprodução

Obra de artista Rosalie H. Maheux foi foco de noticiário local ao fazer colagens com cenas de filmes pornográficos

22 jul 2015
14h45
atualizado às 14h54
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“Eu pessoalmente não me importo. Acho que tem muita coisa pior por aí. Mas muita gente se incomodou, viu?”. A frase é de uma das recepcionistas que cuida da pequena galeria John B. Aird, em Toronto, que acabou caindo no noticiário local após o início da exposição 30 Under 30, uma mostra com o intuito de exibir obras de 30 artistas mais novos que 30 anos da cidade.

A colagem da artista Rosalie H. Maheux é a primeira que vemos quando passamos da porta da galeria e viramos para nossa direita.  Ao lado da colagem, que tem um pouco mais de 30 polegadas, algo já a difere das outras obras: há um texto da autora se defendendo das polêmicas.

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Na sua obra, chamada Sacred Circles XII, Rosalie escolheu diversas imagens de mulheres em filmes pornôs, as recortou e montou um caleidoscópio sexual. De longe, a imagem parece uma mandala colorida. De perto, vemos em detalhes várias cenas de sexo explícito.

Versão na íntegra de Sacred Circles XII
Versão na íntegra de Sacred Circles XII
Foto: @rosaliehmaheux/Instagram / Reprodução

Laurie Scott, parte do partido progressista de Ontario, criticou a exposição da obra, principalmente pelo fato da galeria estar em um prédio público e se disse “desapontada”. “Independente do objetivo da artista, as pessoas esperam que o governo lidere um exemplo para combater que as mulheres sejam objetos sexuais”, disse ao jornal Toronto Sun.

A artista, que conversou com a TV City News, também reforçou seu ponto de vista em seu manifesto.

“Eu gostaria de agradecer quem se interessou no meu trabalho, mas também queria me explicar, já que minhas palavras têm sido tiradas de contexto. Com a série Sacred Circules, eu olho para as oposições entre o sagrado e o profano. Ao usar essas texturas detalhadas, quero criar um diálogo entre atração e repulsa”, explicou.

“Esta é uma parte de uma grande série. Uma crítica para a sociedade que exageradamente valoriza a atração sexual das mulheres. A ironia do meu trabalho é que ela se torna mais desafiadora quando você se aproxima dela”, continuou.

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Na TV, Rosalie explicou que gosta de tratar de tabus, principalmente para conseguir reações diferentes das pessoas. 

Na mesma exposição há outra obra da artista canadense: um caixão curvo onde se lê o nome de Rosalie, seu ano de nascimento e uma inscrição que diz algo como “impressione a morte”.

Caixão na exposição onde se lê o nome de Rosalie, seu ano de nascimento e uma inscrição que diz algo como “impressione a morte”.
Caixão na exposição onde se lê o nome de Rosalie, seu ano de nascimento e uma inscrição que diz algo como “impressione a morte”.
Foto: @rosaliehmaheux/Instagram / Reprodução

Com ou sem polêmica, as obras de Rosalie H. Maheux e de mais 29 artistas ficam em exposição na galeria John B. Aird, em Toronto, até esta sexta-feira.

 

Fonte: Terra
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