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Esportes

Hipismo

Getty Images Modalidade é praticada por 40 países
Setembro
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Na década de 1970, o hipismo era uma forma de reabilitação física e social para pessoas com deficiência. Com esse pano de fundo, competições passaram a ser organizadas na Escandinávia e na Grã-Bretanha. Daí a se tornar um esporte paraolímpico foi um salto de quase duas décadas.

Na Paraolimpíada de Nova Iorque 1984, o hipismo passou a fazer parte do evento, mas logo foi excluído por causa da pouca quantidade de participantes.

Atualmente praticado por cerca de 40 países, a modalidade foi reincorporada em Sydney 2000. Homens e mulheres competem juntos nas mesmas provas desse esporte, que também pode ser praticado por pessoas com diferentes tipos de deficiência.

A pista deve oferecer níveis de segurança maiores do que as pistas convencionais. Para isso, a areia, ao contrário do adestramento convencional, é compactada para facilitar a locomoção do cavaleiro. Existe apenas a prova de adestramento. Saltos e CCE não fazem parte da competição.

As letras de posicionamento são maiores para facilitar a leitura e a identificação. Uma sinalização sonora é usada para orientar o atleta cego: são os “chamadores”, que gritam letras conforme o cavaleiro se aproxima de um obstáculo.

O local de competição precisa ter uma rampa de acesso para os competidores subirem em suas montarias. A dupla vencedora, no caso, competidor e animal, são premiados com medalhas.

Os cavaleiros são divididos em quatro classes, visando agrupar tipos de deficiência semelhante:

Grau IA e IB
São considerados parte desse grupo usuários de cadeira de rodas com pouco controle do tronco ou comprometimento da função nos quatro membros, ou com ausência de controle de tronco e boa funcionalidade nos membros superiores, ou controle de tronco moderado com comprometimento severo nos quatro membros.

Grau II
Engloba usuários de cadeira de rodas ou aqueles com comprometimento locomotor severo, envolvendo tronco e com boa a razoável funcionalidade dos membros superiores ou atletas que possuem comprometimento unilateral severo. Geralmente, são capazes de andar sem ajuda. Envolve ainda pessoas com comprometimento unilateral moderado, comprometimento moderado nos quatro membros ou comprometimento severo dos braços. Ainda fazem parte cegos totais de ambos os olhos.

Grau III
Normalmente, as pessoas colocadas nesta classe são capazes de andar sem auxílio. Possuem comprome¬timento unilateral moderado, comprometimento moderado nos quatro membros, ou comprometimento severo dos braços. Também constam cegos totais de ambos os olhos.

Grau IV
Atletas considerados de Grau IV possuem um ou dois membros comprometidos ou alguma deficiência visual.

Provas

Adestramento:
Campeonato - Atletas apresentam movimentos pré-determinados pelo Comitê Internacional Para-Eqüestre (IPEC)
Livre - Atletas criam suas rotinas incorporando movimentos exigidos pelo IPEC de modo a demonstrar harmonia entre o cavaleiro e sua montaria. Essa prova também é conhecida como Kur.
Equipe - Três ou quatro cavaleiros do mesmo país formam um time, sendo que ao menos um deles precisam pertencer ao Grau I ou II
Duplas livre - Competição opcional em que atletas executam rotinas aos pares.