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Jogos Paraolímpicos Beijing 2008

Terça, 16 de setembro de 2008, 16h36 Atualizada às 16h34

Cansado, Lucas lembra recorde e exalta "nova geração"

Com 100% de aproveitamento em disputas individuais, Lucas levanta aos mãos como forma de agradecimento
Com 100% de aproveitamento em disputas individuais, Lucas levanta aos mãos como forma de agradecimento
AFP

Depois de entrar para a história como o principal nome do atletismo brasileiro na Paraolimpíada de Pequim e confirmar o título de cego mais rápido do mundo, o velocista Lucas Prado não conseguia esconder a satisfação com sua campanha na capital chinesa, que deixa com três ouros, conhecidos nas três provas individuais que disputou.

Ao deixar a pista do Ninho de Pássaro pela última vez nesta terça-feira, após confirmar o primeiro lugar nos 400 m da categoria T11, o paraatleta fez questão de destacar a campanha brasileira e o feito alcançado, que garante o 15º ouro brasileiro na China, que já é a maior marca do País na história dos Jogos.

"A delegação do Brasil superou as marcas de Atenas. É um Brasil novo, uma geração nova, com recordes e medalhas de ouro. Para mim é uma grande emoção fazer parte disso. Consegui o meu objetivo e estou muito feliz", disse o velocista, em entrevista ao canal Sportv.

Dono também de ouros nos 100 m e 200 m desta edição, Lucas admitiu que está "exausto" após a sua participação na China e disse que não vê a hora de chegar ao Brasil, onde será recebido com bastante festa.

"Estou me sentindo muito cansado e muito feliz. Estou exausto, com dor nas pernas, mas o gosto da medalha compensa tudo isso. Tenho orgulho de ser brasileiro. Acho que estamos fazendo um Brasil novo, com recordes e medalhas de ouro. É uma grande emoção", disse.

Ao lado do guia Justino Barbosa, Prado esteve imbatível nas provas individuais em Pequim e só não subiu ao lugar mais alto do pódio na disputa do revezamento com a equipe brasileira. Após ficar no segundo lugar na eliminatória, o time nacional foi desclassificado por ter cometido uma irregularidade durante a prova.

Mesmo com três ouros, que disse que havia prometido conquistar, o velocista não esqueceu a frustração e tratou de oferecer as medalhas aos companheiros. "Eu consegui as medalhas que eu prometi e vim buscar. É uma história de superação", disse.

"Foram três medalhas suadas, doloridas. Dedico isso aos meus companheiros de revezamento que foram desclassificados da prova junto comigo e a todos os brasileiros", falou Lucas. "Agora quero descansar. Para mim é tudo alegria agora. Estou morrendo de saudade do Brasil", finalizou.


Redação Terra