Atualizada às 18h57
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| André Brasil foi um dos destaques do Brasil na natação, com quatro ouros |
| AP |
Apesar de ter sofrido um desfalque considerável às vésperas dos Jogos de Pequim, com a reclassificação do nadador Clodoaldo Silva para a classe S5, a delegação brasileira superou a ausência de medalhas de ouros do maior atleta paraolímpico da história do País para registrar a sua melhor campanha em dez edições disputadas.
Dono de 13 pódios alcançados em Paraolimpíadas, Clodoaldo não conseguiu repetir o desempenho que o credenciou como uma das principais atrações na China. Com a saída da S4, após passar por reclassificação funcional, o brasileiro só foi premiado em duas ocasiões, uma prata nos 4x50 m medley e um bronze nos 4x50 m livre.
Se não pôde contar com a força e o favoritismo de Clodoaldo, que registrou seis ouros e uma prata em Atenas-2004, em oito provas disputadas, o País com as estrelas, principalmente, de Daniel Dias e André Brasil nas piscinas, de Lucas Prado na pista do Ninho de Pássaro e de Dirceu Pinto na bocha.
Em 11 dias de disputa, após a formação de 473 pódios diferentes, a delegação nacional fez a bandeira verde e amarela ser alçada na premiação em 47 oportunidades, superando as 33 de Atenas, antigo recorde brasileiro. Das vezes em que triunfaram, os atletas levaram ao peito 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes.
Além de conseguir destaque pelos resultados, os brasileiros que estiveram em Pequim também foram atração fora das quadras, pistas ou piscinas. Sempre bem-humorados, os representantes nacionais ganharam o apoio dos chineses nas arquibancadas na maioria das disputas, quando um atleta local não estava brigando pelo ouro.
Enquanto Dias bateu o número de medalhas de Clodoaldo em uma única edição (nove contra sete), ambos concorrendo na classe S5, outros brasileiros registraram grande aproveitamento nas disputas que estiveram envolvidos. André levou para São Paulo quatro ouros e uma prata, nas sete vezes em que caiu na piscina do Cubo d'Água.
No atletismo, o principal nome foi Lucas Prato, que soube confirmar a condição de cego mais rápido do mundo e disparou nos 200 m, 100 m e 4x100 m, na categoria T11. Nas duas últimas, o brasileiro venceu a batalha pessoal com o angolano José Armando.
Já Dirceu, que integrou a primeira equipe de bocha do Brasil na história dos Jogos, surpreendeu ao garantir dois ouros na classe BC4, que envolve atletas deficientes, mas sem necessidade de auxílio. Na primeira tentativa, o atleta triunfou nas duplas, ao lado de Eliseu Santos. Em seguida, foi a vez da vitória individual, quando viu o parceiro assegurar o bronze.
Outros destaques brasileiros na campanha na capital chinesa foram Terezinha Guilhermina (200 m T11 do atletismo), o judoca Antônio Tenório (até 100 kg) e o futebol de 5, que também levaram o primeiro lugar e impulsionaram o País no quadro geral de medalhas.
Redação Terra