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Jogos Paraolímpicos Beijing 2008

Quarta, 17 de setembro de 2008, 15h22 Atualizada às 15h21

China tem domínio ainda maior na Paraolimpíada

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Rival do brasileiro Daniel Dias nas piscinas, chinês He Junquan levou um ouro, duas pratas e um bronze
Rival do brasileiro Daniel Dias nas piscinas, chinês He Junquan levou um ouro, duas pratas e um bronze
Agência Xinhua

Vencedora do quadro de medalhas nos Jogos Olímpicos de Pequim, a China foi ainda mais avassaladora na Paraolimpíada. Se o país anfitrião conquistou cem medalhas nas competições de agosto e desbancou os Estados Unidos, o número saltou para 211 nas disputas de setembro.

O cenário paraolímpico foi semelhante ao olímpico. Estádios, ginásios e cubos lotados de torcedores, que só paravam de fazer barulho quando - por conta da deficiência dos atletas - era realmente necessário. Na maior parte das vezes, o público voltou para casa bastante satisfeito.

Das 473 medalhas de ouro em disputa, 89 ficaram com os donos da casa, que ainda conquistaram 70 pratas e 52 bronzes. Diferente do que ocorreu na Olimpíada, a segunda colocação no quadro foi da Grã-Bretanha, com 42 ouros e 102 medalhas. Os Estados Unidos terminaram a competição em terceiro, com 36 ouros e 99 medalhas no total.

Vários foram os atletas que fizeram a alegria dos fãs locais. Poucos, no entanto, causaram tanta comoção no público quanto He Junquan. O nadador, que perdeu os dois braços em um choque elétrico quando tinha três anos, ficou nacionalmente famoso por ter salvado uma criança de afogamento utilizando as pernas.

Por isso, mesmo quando não obtinha sucesso na prova - o que era comum, pois competia com o fenômeno brasileiro Daniel Dias -, era ovacionado no Cubo d'Água. Ele contribuiu para o domínio chinês no quadro de medalhas com um ouro, duas pratas e um bronze.

Em uma das quatro vezes que subiu ao pódio para ser premiado, He Junquan viu a organização dos Jogos cometer um erro e lhe entregar flores, as quais - teoricamente - não tinha como segurar. Sem tirar o sorriso do rosto, equilibrou o prêmio entre a cabeça e o ombro. Foi, mais uma vez, aplaudido de pé.


Redação Terra