Atualizada às 15h43
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| Com três ouros, Lucas é o maior nome do atletismo nacional na Paraolimpíada |
| Agência Xinhua |
Entre eliminatórias, semifinais e finais, Lucas Prado disputou dez provas nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Venceu nove e só viu um triunfo escapar, no revezamento 4 x 100 m, por conta de irregularidade em uma das passagem de bastão, o que desclassificou a equipe brasileira.
O desempenho foi mais do que suficiente para consolidá-lo como o cego mais rápido do mundo. Competindo na classe T11, para deficientes visuais totais, ele deu poucas chances aos adversários nas disputas de 100 m, 200 m e 400 m, no sempre lotado Ninho de Pássaro.
O domínio começou a ficar claro na tradicional prova de 100 m. Depois de vencer as eliminatórias com facilidade, Lucas venceu o duelo com o angolano José Armando na final e, com 11s03, estabeleceu o novo recorde mundial. "Eu quero três, vim aqui para ganhar três", avisou, com a medalha de ouro no peito.
Nos 200 m, o roteiro foi praticamente igual. Passeando nas eliminatórias, o brasileiro teve em José Armando sua principal ameaça na decisão, mas o resultado se repetiu. Ouro para o mato-grossense, com mais um recorde mundial incluído no currículo: 22s48.
Lucas comemorou o segundo ouro, mas não se esqueceu da meta traçada. Ele chamou a prova dos 400 m de "traiçoeira" e comprovou a teoria na semifinal, na qual caiu bastante de ritmo após a primeira metade e se classificou apenas com o terceiro melhor tempo.
Na decisão, o grande adversário, mais uma vez, era o angolano José Armando. Ao fim da prova, o recorde seguiu nas mãos do africano (50s03), mas a medalha de ouro da modalidade passou a enfeitar o peito do brasileiro. Com 50s27, Lucas completou o percurso 0s17 à frente do rival e, enfim, pôde dizer que o objetivo fora cumprido.
Redação Terra