Atualizada às 16h49
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| Sul-africano Oscar Pistorius brilhou em Pequim, conquistando três ouros |
| Reuters |
Pouco mais de um terço das 21 medalhas de ouro da África do Sul na Paraolimpíada de Pequim foram conquistadas por apenas dois atletas: Oscar Pistorius, do atletismo, e Natalie du Toit, da natação. Em comum, além do sucesso na competição, ambos dividem o fato de que tentaram disputar a versão normal dos Jogos Olímpicos, em agosto - no que apenas a nadadora teve sucesso.
Pistorius, 21 anos, terminou a Paraolimpíada com três medalhas de ouro: 100 m, 200 m e 400 m, todas na classe T44 do atletismo. Foi o prêmio para o sul-africano que, sem sucesso, tentou se classificar para os Jogos Olímpicos de Pequim, para competir contra atletas sem nenhum tipo de deficiência.
Oscar Pistorius não possui as duas pernas - conseqüência de um problema congênito, que fez com que ele nascesse sem as duas fíbulas - e corre com o auxílio de próteses. Apesar disso, a Iaaf, inicialmente, proibiu o sul-africano de competir nas provas normais, alegando que o equipamento dava vantagem ao atleta em relação aos demais.
Pistorius conseguiu a liberação para tentar a vaga na Olimpíada graças ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), mas não conseguiu o índice necessário para disputar os Jogos de Pequim, em agosto.
Com Natalie du Toit, no entanto, a situação foi diferente. Nem o fato de não ter parte da perna esquerda (amputada em 2001 após um acidente de moto) impediu a sul-africana, 24 anos, de conseguir a vaga para a maratona aquática na Olimpíada. Na disputa, acabou em 16º lugar, entre 25 atletas.
Na Paraolimpíada, Natalie du Toit foi ao lugar mais alto do pódio nas cinco provas individuais que disputou. Ela conseguiu o ouro nos 100 m borboleta S9, 200 m medley SM9 e 400 m medley S9, com recordes mundiais nas três provas. Nos 50 m e 100 m livre, ela venceu com recordes paraolímpicos.
Além de Natalie du Toit, outra atleta que disputou os Jogos Olímpicos de Pequim também participou da Paraolimpíada. Depois de defender a Polônia por equipes na Olimpíada, Natalia Partyka voltou à capita chinesa neste mês de setembro e conseguiu duas medalhas, sendo uma de ouro e outra de prata.
Partyka, que não possui parte do braço direito, venceu a disputa individual da classe 10 feminina do tênis de mesa. Por equipes, ela levou a prata com a Polônia na classe 6-10.
Redação Terra