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Jovem "importada" representa Brasil no slalom gigante hoje

24 fev 2010
07h47
atualizado às 08h21

Aos 17 anos, a esquiadora "importada" Maya Harrison representa pela primeira vez o Brasil em Olimpíada na tarde desta quarta-feira. A partir das 15h (horário de Brasília), a atleta disputa a prova feminina de slalom gigante dos Jogos de Inverno de Vancouver.

Adotada por mãe italiana e pai canadense quando criança e atualmente residindo na Suíça, Maya concede entrevistas em inglês e sabe falar poucas palavras no idioma de seu país natal, "Jogos Olímpicos" entre elas. "Estive em São Paulo nas últimas férias e quero retornar um dia ao Rio de Janeiro, cidade onde eu nasci", disse.

Considerada uma jovem promissora pela Confederação Brasileira de Desportos de Neve, Maya, que foi 44ª colocada no Mundial do slalom gigante, em Vald'lsere, prefere não criar muita expectativa para a primeira participação olímpica. "Estou aqui para adquirir experiência e se eu não conseguir um bom resultado não ficarei desapontada".

Caçula da delegação de cinco atletas do Brasil em Vancouver e quarta mais jovem da prova desta quarta, a esquiadora não esconde a ansiedade para entrar em ação. "Sou muito nova e para mim toda essa experiência está sendo linda. Participar dos Jogos Olímpicos é um sonho para todo atleta. Estou muito contente que a hora da minha prova está chegando. Treinei muito bem nos últimos dias e isso me deixa confiante".

Sobre a pista do Whistler Creekside, Maya, que ainda disputará a prova de slalom na sexta-feira, lamentou o mau tempo, que atrapalhou a programação de treinos no início dos Jogos. "Nos primeiros dias as condições estavam muito ruins e os treinos não foram bons. Depois melhorou e pude treinar bem. A montanha é muito bonita, mas a pista é bem difícil e arriscada. Já vimos quedas impressionantes nas primeiras provas do programa".

Se Maya não tem muitas pretensões, a disputa por lugares no pódio promete ser quente nesta quarta. Atrações não faltam: a musa americana Lindsey Vonn, uma das atletas mais badaladas dos Jogos, tenta sua terceira medalha após o ouro no downhill e o bronze no Super G.

Porém, ela terá a ameaça da compatriota e "rival" Julia Mancuso, que conseguiu ofuscá-la com duas pratas na Olimpíada e quer repetir a dose. Kathrin Hoelzl, da Alemanha, Kathrin Zettel, da Áustria, e Tina Maze, da Eslovênia, também são apontadas entre as favoritas.

Entenda a prova de slalom gigante do esqui alpino

O slalom gigante é similar ao slalom, mas tem menos curvas e inclinações e um percurso maior. Cada esquiador desce duas vezes a montanha da mesma inclinação, mas com percursos diferentes. Os tempos são somados e o mais rápido é campeão olímpico.

O número de portas (espécies de obstáculos feitos com hastes e bandeira) costuma ser de cerca de 40 para as mulheres e 50 para homens. O slalom gigante costuma ter menos desistências que o slalom, mas os atletas que terminam o percurso sem passar por alguma porta (ou passam, mas de forma inadequada) são punidos e podem ser desclassificados.

Jogos Olímpicos de Inverno no Terra

O Terra transmite ao vivo a competição em 15 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito.

Uma equipe de 60 profissionais está encarregada de fazer a cobertura direto de Vancouver e dos estúdios do Terra, em São Paulo, no Brasil, com as últimas notícias, fotos, curiosidades, resultados e bastidores da competição.

A equipe conta com a participação do repórter especialista em esportes radicais Formiga - com 20 anos de experiência em modalidades de neve -, e o pentacampeão mundial de skate Sandro Dias, que comenta a competição em seu blog no Terra.

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Fonte: Terra
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