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Lance Armstrong pode admitir doping para retomar carreira, diz jornal

5 jan 2013
10h40
atualizado às 11h22

Banido do esporte por participar do mais sofisticado esquema de doping da história do ciclismo, Lance Armstrong pode estar arquitetando sua última cartada para tentar retomar a carreira. Segundo o jornal americano The New York Times, o ex-ciclista pretende confessar que utilizou substâncias ilegais para poder voltar a competir.

A ideia de Armstrong, de acordo com o jornal, é admitir toda a fraude desmascarada pela Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada) com o intuito de abrandar a punição sofrida, que o impede de disputar qualquer competição esportiva.

Além disso, o ex-ciclista estaria sendo pressionado por pessoas ligadas a Livestrong, fundação que ele criou após superar um câncer nos testículos. A entidade, fundada em 1997 e destinada a ajudar pessoas com câncer, tem perdido apoio desde que o escândalo relacionado ao seu fundador veio à tona.

Perguntado pelo The New York Times se Armstrong confessaria ter competido dopado ao longo da carreira, o advogado do ex-ciclista, Tim Herman, afirmou que seu cliente "tem que falar por ele mesmo sobre o assunto".

Heptacampeão da Volta da França - títulos que lhe foram confiscados após o caso de doping - Armstrong tem atualmente 41 anos. A Agência Mundial Antidoping prevê redução de pena para atletas que confessarem o uso de substâncias proibidas, apresentado detalhes de como o infração foi cometida, quais eram os envolvidos e como a fraude foi mantida em sigilo.

Ainda de acordo com especialistas ouvidos pelo jornal americano, no entanto, a punição nestes casos seria, na melhor das hipóteses, reduzida para oito ou quatro anos de afastamento do esporte.

RELEMBRE O CASO

Em agosto de 2012, a Usada divulgou um dossiê de mais de mil páginas com depoimentos e outras evidências de que Lance Armstrong seria o centro de uma grande rede de doping. No documento, a agência afirmava que se tratava do "programa de doping de mais sucesso, mais sofisticado e profissional que o esporte jamais viu".

Dois meses depois, a União Ciclística Internacional (UCI) acatou o relatório da Usada e baniu o atleta do esporte. Ele ainda perdeu os sete títulos que detinha da Volta da França, conquistados de forma sucessiva de 1999 a 2005.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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