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Diretoria analisa mercado, e futuro de Celso Roth será definido nesta quinta

13 ago 2015
04h14
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Celso Roth terá o futuro definido nesta quinta-feira. Após mais uma derrota do Vasco no Campeonato Brasileiro - agora a equipe está na lanterna - o treinador é bastante contestado internamente e externamente. A diretoria já analisa alguns nomes no mercado e estuda a possibilidade de demissão do técnico, mas qualquer decisão só será tomada após o desembarque da delegação no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta, quando Roth terá um encontro com o presidente Eurico Miranda, algo que sempre acontece depois das partidas.

Parte da diretoria, alguns vice-presidentes, membros do Casaca (grupo político de Eurico) e Euriquinho, assessor especial da presidência, são favoráveis à demissão de Roth, algo que não é do estilo de Eurico, salvo raras necessidades. Além do próprio presidente, quem segura o treinador em São Januário é o vice de futebol, José Luis Moreira, e o gerente de futebol, Paulo Angioni.

Os dois últimos, aliás, chegaram a conversar com o técnico após a derrota sobre o Santos a respeito do próximo jogo, contra o Coritiba, sábado, no Maracanã, mais um confronto direto na parte de baixo da tabela. O bate-papo pode ser um indício de que a permanência de Roth não é algo tão improvável de acontecer.

- Essas coisas de treinadores sempre acontecem porque, infelizmente, a nossa cultura é essa. Mas vamos continuar o trabalho. Se o presidente quiser tomar a decisão, ele vai, e certamente vamos conversar, se for o caso - explicou o ainda treinador vascaíno, após a derrota na Vila.

Certo é que, desde segunda-feira, Eurico já liberou tanto Zé Luis e Angioni quanto Euriquinho a pesquisarem alguns nomes no mercado. A ideia da diretoria é ter algum nome engatilhado antes de se desfazer de Roth. Segundo o LANCE! apurou, o perfil desejado é um treinador que esteja sem clube e tenha certa rodagem no futebol. Apesar da crise financeira que o clube vive, um salário um pouco acima dos padrões não seria problema.

Neste cenário, alguns aliados tentaram, e conseguiram, convencer Eurico a autorizar uma consulta por Oswaldo de Oliveira. O coordenador do centro científico do Vasco, Alex Evangelista, que tem boa relação com o treinador e trabalhou com ele no Kashima Antlers-JAP, Botafogo e Santos, seria o intermediador. Entretanto, a atual fase do time, os problemas com Eurico no passado e a ação contra o Vasco na Justiça, deixam a situação praticamente impossível.

Os nomes de Guto Ferreira e Jorginho (ex-Flamengo e Al-Wasl-EAU), ambos sem clube, também foram citados em algumas conversas informais entre a cúpula de futebol, mas a falta de experiência de ambos com clubes grandes pesa contra. Marquinhos Santos, ex-Coritiba, seria viável se não tivesse praticamente fechado uma porta ao ter acertado com o Vasco no fim do ano passado e voltado atrás por "problemas pessoais". Renato Gaúcho foi pensado, mas encontra certa resistência interna e externa, já que comandou a equipe no fim da campanha do primeiro rebaixamento, em 2008. Petkovic é outro especulado, porém, esbarra por estar empregado, no Criciúma, e por ter pouca experiência.

Entre pensamentos e ações, todos em São Januário têm total ciência de que terão dificuldade para encontrar um técnico que aceite o desafio de comandar uma equipe que somou 13 pontos em 18 jogos, está na lanterna do Brasileirão, e pode acumular a terceira queda em oito anos. Mais do que projetos e salários, a questão principal é aceitar um desafio de poder entrar para a história positivamente ou negativamente.

Lance!
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