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Ministro confirma que intercedeu em conflito na canoagem brasileira

7 set 2015
17h11
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O ministro do Esporte, George Hilton, confirmou que chegou a interceder no conflito entre a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) e alguns dos principais atletas da modalidade, escancarado na última sexta-feira. No mesmo dia, ele telefonou para o presidente da entidade, João Tomasini, e pediu que o cartola encontrasse uma solução para o problema por meio do diálogo. Até o momento, os insatisfeitos não deram qualquer sinal de entendimento.

Reunião em Brasília - Modernização do Futebol - George Hilton
Reunião em Brasília - Modernização do Futebol - George Hilton
Foto: RafaB / Gabinete Digital-PR.

O caso veio à tona quando quatro destaques da modalidade se recusaram a competir no evento-teste para os Jogos Olímpicos Rio-2016, que terminou no domingo. Isaquias Queiroz, Nivalter Santos, Erlon Silva e Ronilson Oliveira alegaram que não representariam o país em razão do que consideram falta de respeito e de transparência da CBCa no repasse de recursos e na acomodação dos competidores.

– Liguei para o presidente João Tomasini e ele me relatou que estavam acontecendo problemas de comunicação com alguns atletas. Pedi a ele que resolvesse isso o mais rápido possível. O Ministério tem dado todo o apoio, colocado em dia todas as liberações de recursos e vimos evolução grande no esporte. O Isaquias é uma revelação. Esperamos que ele e toda a canoagem continuem nos dando muitas alegrias – disse Hilton, durante o festival de um ano para os Jogos Paralímpicos Rio-2016, nesta segunda-feira.

As críticas mais pesadas partiram de Isaquias, atualmente uma das maiores esperanças do país de medalhas nos Jogos Rio-2016. Atual campeão mundial na categoria C2 1.000, ele expôs todo o descontentamento com a demora da confederação em liberar recursos de patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a ele e os companheiros.

A entidade afirmou que houve demora para que o projeto do Centro de Treinamento de Lagoa Santa (MG) fosse aprovado em todos os trâmites burocráticos e administrativos. Por isso, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) entrou em cena para cobrir os pagamentos. O episódio deixou claro que há insatifação do grupo de competidores em relação à atual gestão. Eles reclamaram ainda que foram obrigados a dormirem em condições ruins às vésperas do evento-teste, assim como o treinador da equipe, o espanhol Jesus Morlán. 

– É preciso sentar e abrir o jogo. Quando presidi a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), passei a vida fazendo reuniões com atletas. Resolvi tudo desta forma. Os exemplos estão aí para mostrar que o melhor a se fazer é falar abertamente, tendo ou não problemas. É ter uma relação direta – disse o presidente do COB e do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman. 

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