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OPINIÃO: É lamentável a falta de apoio da CBF com a Sul-Minas-Rio

22 out 2015
17h15
atualizado às 17h31
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A decisão da Confederação Brasileira de Futebol de retirar seu apoio à realização da Copa Sul-Minas-Rio representa algo lamentável para o futebol brasileiro. Com sua deplorável atitude, a CBF vem a confirmar a célebre frase do Barão de Itararé: “de onde menos se espera, daí é que não vem nada mesmo”.

Inegável constatar que, para Grêmio e Internacional, é mais rentável jogar a Copa Sul-Minas-Rio do que jogar o Campeonato Gaúcho. Incontestável verificar que, para Figueirense, Avaí, Joinville, Criciúma e Chapecoense, é mais rentável jogar a Copa Sul-Minas-Rio do que jogar o Campeonato Catarinense. Insofismável é a realidade que, para Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná Clube, é mais rentável jogar a Copa Sul-Minas-Rio do que jogar o Campeonato Paranaense. Inquestionável é retratar que, para Cruzeiro, Atlético Mineiro e América Mineiro, muito mais vale a pena a rentabilidade da Copa Sul-Minas-Rio do que o Campeonato Mineiro. Inevitável perceber que, para Flamengo e Fluminense, é melhor jogar a Copa Sul-Minas-Rio do que o deficitário Campeonato Carioca.

Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, é o CEO da Liga Sul-Minas-Rio (Foto: Igor Siqueira)



Perante a negativa da CBF, os clubes da Primeira Liga poderiam dar um passo mais ousado, para reafirmarem sua autonomia: realizar a Copa Sul-Minas-Rio nas mesmas 19 datas que os Campeonatos Estaduais, com suas formações principais jogando o Campeonato de Liga e com times alternativos, ou equipes “b” desses clubes, jogando os certames estaduais.

Ao convidarem um décimo sexto clube para participar da Liga (Botafogo, Londrina ou Juventude), podem organizar a Copa com 16 clubes participantes. Os 16 clubes jogam entre si em turno único, classificando-se os quatro melhores (15 rodadas). Há semi finais (duas rodadas) e finais (duas rodadas). Em 19 rodadas, ou datas, tudo resolvido.

Em um cenário com um calendário ideal para o futebol brasileiro, competições regionais e competições estaduais devem ter, no agregado, um máximo de nove datas para serem disputadas. Mas, levando-se em consideração a situação atual, é melhor para os grandes clubes brasileiros dedicarem 19 datas para certames regionais do que dedicarem 19 datas para certames estaduais.

É de se lamentar que a CBF não consiga entender as necessidades reais dos grandes clubes brasileiros.

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