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Paes rompe contrato com empreiteira responsável pelo velódromo olímpico

Prefeitura tenta entregar a instalação mais atrasada dos Jogos, com 88% de conclusão

30 mai 2016
20h11
atualizado em 7/6/2016 às 15h42
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A Tecnosolo, empreiteira que era responsável pela construção do velódromo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, teve o contrato rescindido pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, no dia 17 de maio. A informação foi divulgada pelo UOL nesta segunda-feira.

Com 88% da obra concluída, o município substituiu a empresa pela Engetécnica, que já auxiliava nos trabalhos desde o início do ano, em razão da situação financeira da concorrente. Em 2012, a Tecnosolo entrou em recuperação judicial, mas mesmo assim venceu a licitação da obra.

A empreiteira também foi multada em R$ 428 mil devido aos constantes atrasos na construção da arena de ciclismo de pista. Inicialmente, o velódromo deveria estar pronto desde o final de 2015.

A Tecnosolo afirma que entregou 83% da obra concluída, mas só recebeu 63% dos repasses do município. Faltam ainda obras de paisagismo, pavimento e instalação de placas metálicas pré-moldadas que envolvem a fachada.

Em nota, a Empresa Olímpica Municipal (EOM) afirmou que a mudança não implicará em aumento no valor da obra, que já custa R$ 138 milhões. O evento-teste de ciclismo de pista foi cancelado por causa dos atrasos.

"Por conta dos problemas que culminaram com sua situação de recuperação judicial, a Tecnosolo não teve condições de continuar como responsável técnica pelas obras do Velódromo. A Prefeitura optou, então, por encerrar o contrato com a Tecnosolo e pela contratação emergencial da Engetécnica para finalizar as obras da instalação, que já atingiram 88% de conclusão. Essas ações não alteram o valor do contrato de construção da instalação. A entrega do Velódromo está prevista para o próximo mês", disse o órgão.

Foto: Lance!
Lance!
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