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Peruana é pega no doping, e brasileira herda ouro do Pan

10 set 2015
16h26
atualizado às 17h04
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Quase dois meses após o encerramento dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, a brasileira Adriana Aparecida "sagrou-se" nesta quinta-feira a campeã da maratona feminina. Segunda colocada na prova disputada no Canadá, a corredora de 34 anos herdou a medalha de ouro após a campeã, a peruana Gladys Tejeda, testar positivo em um exame antidoping.

Tejeda foi flagrada em Toronto por uso de furosemida, um diurético utilizado por pessoas para perder peso, mas que também pode mascarar outras substâncias dopantes. Em nota oficial publicada na terça-feira pela Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), a peruana foi desclassificada do Pan e perdeu seu título.

Assim, Adriana tornou-se bicampeã da maratona do Pan, pois ela também foi a primeira colocada na edição de Guadalajara (MEX), em 2011. A brasileira também virou a recordista pan-americana da prova, com a marca de 2h35m40s obtida em Toronto.

"Lamentamos sinceramente a informação. Não podemos julgar a intenção da atleta, que nega o uso da substância proibida, que é usada para mascarar o uso de outro produto. Este tipo de droga está na lista dos proibidos pela Wada (Agência Mundial Antidoping), que controla os exames antidopings em todo o mundo", comentou o técnico Cláudio de Castilho, do Pinheiros, que orienta Adriana. 

A mudança também trouxe alterações para o quadro de medalhas do Pan de Toronto. O Brasil tinha somado 41 medalhas de ouro no geral, e passa agora para 42. A quantidade de pratas caiu de 40 para 39. O número total segue o mesmo, 141.

 

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