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Lutadora "dispensa" natação e capoeira e sonha com medalha no Pan

27 set 2011
11h47
atualizado às 11h54
Vagner Magalhães
Direto de San Luis Potosí (México)

Na infância, a mãe da brasileira Raphaella Gualacho, 21 anos, da equipe de taekwondo que vai disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara pelo Brasil, em outubro, percebeu que a garota andava "meio torta". Foi diagnosticada uma escoliose, um tipo de desvio na coluna vertebral. O médico indicou a prática de natação, capoeira ou taekwondo. A garota escolheu o último. Neste ano, foi campeã da seletiva para o Pan (categoria até 67 kg) e é considerada a "menina dos olhos" da equipe para a disputa dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

"Eu não me interessei muito pela natação, nem pela capoeira. Desde o começo gostei do taekwondo e não parei mais", diz. A intenção médica era que os exercícios de alongamento e postura ajudassem a combater o problema, o que de fato aconteceu.

Natural, de Santos, no litoral paulista, ela tem apresentado evolução nos resultados desde 2009, quando foi campeã do Jogos da Lusofonia, em Lisboa. No ano seguinte conseguiu a medalha de ouro no Sul-Americano de Medellín (Colômbia) e neste ano obteve nova vitória na seletiva para o Pan, disputada no Peru, em março.

"Na seletiva, fiz três lutas e acabei sendo campeã. Desde aquele momento, venho me preparando para a disputa dos Jogos Pan-Americanos. No final de agosto, começo de semtembro, passamos três semanas na Coreia e agora iniciamos a preparação para Guadalajara", diz.

Apesar de ser a caçula da equipe, ela afirma que tem boas chances de disputar uma medalha na competição. "É bem parelha a minha categoria, mas eu acredito que tenha muitas chances de trazer uma medalha para o Brasil, de preferência de ouro", afirma.

Fernando Madureira, técnico da equipe, faz algumas ressalvas, mas diz que ela tem chance sim de obter uma medalha. "Ela é uma garota que estamos planejando para 2016, mas hoje, ela tem plenas condições de medalhar, inclusive com o ouro. Ela foi muito bem no Mundial do ano passado, disputou com a campeã mundial francesa, lutou de igual para igual", diz.

O técnico diz que hoje, algo que precisa evoluir, é a condição emocional. "Tem um aspecto dela que atrapalha um pouquinho, que é a parte emocional, da maturidade. Ela está superando isso cada vez mais e acredito num bom resultado. Com certeza ela vai ser a menina dos olhos nossa para 2016", diz.

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Fonte: Terra
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