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"Bronze não foi mérito da Confederação", diz boxeadora Adriana Araújo

23 ago 2012
18h49
atualizado às 19h38
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PAULA BIANCHI
Direto do Rio de Janeiro

Bronze na categoria peso leve (até 60 kg) nos Jogos Olímpicos em Londres e primeira medalhista do boxe no Brasil em 44 anos, a baiana Adriana Araújo voltou a fazer duras críticas à Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) e disse que, se dependesse deles, não teria chegado à Olimpíada.

"O que mudou foi o apoio da Petrobras (a atleta faz parte do programa Petrobras Esporte & Cidadania). A Confederação não dá condições técnicas de infraestrutura para treinarmos. O atleta não é ouvido", afirmou a medalhista, que reclamou ainda a falta de incentivo, em especial para o boxe feminino, e das críticas que recebeu.

Segundo Adriana, não há busca por novas atletas ou mesmo apoio para a participação nos campeonatos. "Meu bronze não foi mérito da Federação, mas meu e do meu treinador e preparador físico", disse.

Adriana descartou ainda a possibilidade levantada durante a Olimpíada de lutar MMA. "O MMA não passa pela minha cabeça. Ainda tenho os Jogos Sul Americanos pela frente, o Pan. Vou focar nisso." Ela completa 34 anos em 2016, idade limite para competir. Depois disso o plano é parar com o boxe olímpico e "fazer outras coisas".

Questionado pelo Terra , o presidente CCBoxe, Mauro José da Silva, classificou a situação como política e desmereceu as críticas. "Você acha que um time vai à Olimpíada e ganha três medalhas não está fazendo nada?", questionou. "Não sou eu que tenho que me explicar, mas as gestões anteriores que não conseguiram resultados. É um time, estavam acostumados a fazer as coisas de qualquer jeito, colocamos regras e não gostaram."

Ao lado de Esquiva (dir.) e Yamaguchi (esq.), Adriana Araújo voltou a criticar a CBBoxe
Ao lado de Esquiva (dir.) e Yamaguchi (esq.), Adriana Araújo voltou a criticar a CBBoxe
Foto: Agência Petrobrás / Divulgação
Terra

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