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À frente de Cuba, judô sai satisfeito do Pan e tira lições para Mundial

16 jul 2015
14h11
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A delegação nacional do judô retornou ao Brasil nesta quinta-feira após competir nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015. Na bagagem, 13 de 14 medalhas possíveis e a satisfação pelo desempenho em uma competição considerada laboratório para as Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016, além de lições para o Campeonato Mundial, já em agosto.

O Brasil encerrou sua participação no judô em Toronto 2015 com 13 medalhas: cinco de ouro, duas de prata e seis de bronze, liderando o quadro da modalidade. O segundo melhor país foi Cuba, com três ouros, três pratas e oito bronzes, seguido pelos Estados Unidos, com três ouros e três bronzes.

"A equipe tem potencial para fazer um resultado ainda melhor, mas era um evento importante de observação. O objetivo era ficar à frente de Cuba e com uma diferença maior do que no Pan anterior. Em Guadalajara ganhamos por uma medalha de bronze, dessa vez por duas de ouro", analisou o chefe de equipe do judô brasileiro em Toronto 2015, Wilson Ney.

O Brasil só não conquistou medalha no Canadá na categoria para atletas masculinos com até 73kg, em que Alex Pombo foi derrotado na semifinal. Na disputa pelo bronze, o atleta nacional, favorito ao ouro em Toronto, sentiu uma lesão no joelho direito e sofreu outro revés.

Já Victor Penalber deixou o Pan com o bronze na categoria para atletas com até 81kg, mas o resultado gerou sinal de alerta na comissão técnica nacional. O carioca de 25 anos de idade já foi líder do ranking mundial e era franco favorito a subir ao lugar mais alto do pódio.

"A competição sempre ensina. As categorias do Pombo e do Penalber eram as que a gente achava que tinha mais condições de vencer. Me pareceu que os dois, mais novos, sentiram um pouco o peso da competição. Essa foi a hora certa para acontecer e vamos ter que trabalhar muito em cima disso", afirmou o técnico Luiz Shinohara.

O Pan de Toronto era encarado pela Seleção Brasileira de judô como uma das últimas etapas de preparação para o Campeonato Mundial da modalidade, marcado de 24 a 30 de agosto, na cidade russa de Astana. Mesmo quem foi campeão no Canadá, terá pouco tempo de descanso antes de retomar os treinos.

É o caso de Tiago Camilo, que conquistou sua terceira medalha de ouro consecutiva nos Jogos Pan-Americanos, derrotando na final da categoria 90kg o cubano Asley González, campeão mundial em 2013 e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Na segunda-feira, o brasileiro já volta ao tatame

"Estou muito feliz com essa conquista. Meu terceiro Pan, minha terceira medalha de ouro. Agora tem o Mundial em 40 dias. Preciso dar continuidade no treinamento, o foco é o Mundial. O Pan estava no meio do caminho e foi muito bom ter sido campeão", disse Camilo.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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