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Brasil encerra Mundial de Judô com recorde e afirmação feminina

29 ago 2011
13h31
atualizado às 16h05

Allan Farina
Direto de Paris

Cinco medalhas individuais. Jamais o Brasil subiu ao pódio tantas vezes em Mundial de Judô como o que ocorreu em Paris entre os dias 23 e 28 de agosto. Liderado pela equipe feminina, o País conquistou duas pratas e três bronzes, só não conseguindo um desempenho melhor pela ausência de ouros. O torneio também viu a segunda e a terceira final feminina na história.

O Brasil encerrou sua participação na competição individual com cinco medalhas:. Leandro Cunha (-66 kg) e Rafaela Silva (-57 kg) ficaram com a prata, enquanto Sarah Menezes (-48 kg), Mayra Aguiar (-78 kg) e Leandro Guilheiro (-81 kg) conquistaram o bronze. Na competição por equipes, os homens tiveram ótimo desempenho e ficaram com a prata.

"Foi muito bom resultado, mas confesso que queria mais", diz Rosicleia Campos, treinadora da equipe feminina desde 2005. "Ainda tem muito trabalho pela frente. Esbarramos com nossas pedras no sapato que são as japonesas, mas vamos treinar no Japão para resolver esse pequeno problema. Temos um bom caminho pela frente e muitas alegrias virão", afirmou.

A equipe brasileira terminou o Mundial individual na oitava colocação do ranking, sendo a primeira entre os países que não conquistaram ouro. A liderança é japonesa, com cinco ouros, seis pratas e quatro bronzes, com a França surgindo na segunda posição. O Brasil também chegou a oito medalhas para a história do judô feminino (são 28 no geral), segunda melhor marca do torneio. A meta agora é superar o desempenho.

"Temos três categorias em que não estamos confortáveis. Falta o meio-médio, o médio e o pesado, que são a Mariana (Silva), a Maria Portela e a Maria Suellen (Altheman), as 'três M'. É aí que ajudaremos. O treinamento será diferenciado, mandaremos para competições menos difíceis para elas se sentirem mais fortalecidas e devagarzinho marcando ponto para o ranking", explicou Rosicleia.

Terra

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