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Tiago Camilo controla "ritmo campeão" para chegar bem a Londres

19 mar 2012
10h00
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A concentração mental exigida pelo judô tem sido ainda mais praticada por Tiago Camilo nos últimos meses. Quase completamente recuperado de uma lesão ligamentar no ombro direito, o atleta passou a controlar o seu ímpeto nos treinamentos para viajar a Londres em condições de conquistar a terceira medalha olímpica de sua carreira - foi prata em Sidney-2000 e bronze em Pequim-2008.

"Às vezes, você quer voltar a treinar com o mesmo ritmo campeão e guerreiro de antes e acaba se machucando de novo porque o seu corpo não está preparado para isso. Dependendo do tempo de recuperação, o atleta perde muito condicionamento físico. É importante ter calma para retornar gradativamente e evitar novas lesões. Já sofri muitas. Sei como funciona", comentou à GE.Net , com a voz serena como a sua postura.

Apesar da experiência de quem é tricampeão pan-americano e campeão mundial de 2007, Tiago Camilo também tem seus momentos de ansiedade. "É claro que sim, ainda mais porque as chances de trazer a minha terceira medalha olímpica são boas. Está cada vez mais perto. Por isso, quero fazer tudo com calma no meu retorno, mantendo o foco e cumprindo o cronograma. Sou muito aplicado, guerreiro, e vou chegar bem às Olimpíadas", prometeu.A aflição do judoca do Pinheiros era maios ainda quando a sua vaga olímpica não estava assegurada. Fora de combate desde a contusão na primeira luta no Grand Slam de Paris, em fevereiro, restou a ele torcer contra o concorrente Hugo Pessanha no ranking mundial. "Foi difícil, pois a classificação para Londres fugiu do meu controle. É algo desconfortável. Tudo aquilo que você conquista com o seu próprio esforço é melhor. Mas já passou. Estou confiante e orgulhoso de tudo o que construí de 2008 a 2012, sempre me mantendo entre os oito melhores do ranking."

Uma nova medalha olímpica representaria um feito para Tiago Camilo: o brasileiro somaria a sua terceira conquista por categoria diferente em Jogos. Antes de lutar entre os judocas de até 90 kg, ele foi prata abaixo de 73 kg e bronze até 81 kg. "Essa mudança foi uma coisa natural. Eu tinha 18 anos em 2000, então tinha que subir de peso. E, depois de Pequim, achei melhor lutar em uma categoria acima porque já havia alcançado meus objetivos na anterior. É aquela motivação constante que a gente busca em um esporte de alto rendimento", sorriu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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